Bens de capital são destaque da indústria em julho

terça-feira, 2 de setembro de 2008 09:17 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira cresceu em ritmo superior ao esperado em julho e o dado de junho foi revisto para cima, mostrando que o setor conserva o bom desempenho baseado na demanda interna apesar do aumento recente dos juros.

A atividade avançou 1 por cento contra junho e 8,5 por cento sobre julho de 2007, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas consultados pela Reuters previam alta mensal de 0,7 por cento e de 8,1 por cento na leitura anual, segundo a mediana.

A média móvel trimestral --menos volátil-- subiu 1,1 por cento em julho sobre junho, o maior ritmo desde outubro de 2007. O dado de junho foi revisado para alta de 2,9 por cento contra maio, ante a leitura preliminar de 2,7 por cento.

"Os números de julho mostraram que a trajetória de crescimento da produção industrial prosseguiu, apoiada no desempenho de bens de capital e de bens intermediários", disse o IBGE em nota.

"A indústria de bens intermediários vem sendo positivamente impactada pelo desempenho favorável da agroindústria e, mais recentemente, pelo aumento no ritmo de produção de segmentos da cadeia de construção, setor cuja demanda por produtos industriais é atendida basicamente pela oferta interna."

Na comparação mensal, houve crescimento da produção em 17 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Produtos químicos (4,2 por cento), Edição e impressão (5,6 por cento) e Máquinas e equipamentos (2,0 por cento).

Entre as categorias de uso, destacaram-se as altas na comparação mensal de bens de capital (1,2 por cento) e bens intermediários (1,1 por cento), que atingiram em julho seus mais elevados patamares na série histórica. A produção de bens de consumo semi e não duráveis ficou estável e a de bens de consumo duráveis caiu 5,2 por cento.

COMPARAÇÃO ANUAL

Em relação a julho do ano passado, 23 dos 27 setores tiveram expansão, com destaque para Veículos automotores (17,3 por cento).   Continuação...