BOVESPA-Índice retoma força e sobe 1,4%, puxado por Petrobras

quarta-feira, 2 de abril de 2008 12:46 BRT
 

SÃO PAULO, 2 de abril (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo se recuperava após breve desaceleração e buscava novas máximas nesta quarta-feira, com forte impulso das ações da Petrobras.

Às 12h42, o Ibovespa .BVSP apontava ganho de 1,4 por cento, aos 63.656 pontos. O giro financeiro era de 2,7 bilhões de reais.

Segundo operadores, o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, não trouxe novidades sobre a visão da economia dos Estados Unidos, mas reforçou as expectativas otimistas do mercado para o setor financeiro.

"Há uma maior calmaria com os bancos norte-americanos", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

Em seu depoimento ao Congresso dos Estados Unidos, Bernanke admitiu que a economia do país pode registrar recessão no primeiro semestre deste ano, mas se recuperar no segundo. O presidente do Fed afirmou também que muito do ajuste econômico e financeiro para debelar a crise de crédito já foi feito.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones .DJI operava perto da estabilidade, com alta de 0,13 por cento, puxado por ações de bancos.

Na bolsa paulista, o movimento positivo tinha liderança das ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), com avanço de 2,7 por cento, a 77,80 reais, com um quarto do giro total do pregão. O barril de petróleo CLc1 subia 0,4 por cento, mesmo após a notícia de que os estoques do produto nos Estados Unidos subiram 7,4 milhões de barris na semana passada, o triplo do esperado pelo mercado.

"Há alguns investidores estrangeiros comprando forte", informou um operador de uma grande corretora paulista que preferiu não se identificar.

Vladimir Caramaschi, economista-chefe da Fator Corretora, escreveu em relatório que as discussões sobre a possibilidade de elevação do superávit primário do governo podem contribuir para manter o ritmo positivo na bolsa paulista,

A junta orçamentária do governo federal iria se reunir se nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir o volume de despesas do Orçamento de 2008 a ser bloqueado pelo governo. O ministro da Fazenda Guido Mantega defendeu publicamente na terça-feira um corte de 20 bilhões de reais, correspondente ao ajuste que o governo havia anunciado, em janeiro, para compensar o fim da CPMF.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Alexandre Caverni)