July 2, 2008 / 7:36 PM / 9 years ago

Custos para exploração do pré-sal estimados em US$200 bi--fonte

5 Min, DE LEITURA

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 2 de julho (Reuters) - Os custos para a exploração dos reservatórios localizados abaixo de uma grossa camada de sal na costa brasileira, os chamados campos pré-sal, já estão sendo estimados na faixa de 200 bilhões de dólares, informou à Reuters uma fonte da Petrobras que preferiu não se identificar.

O valor estará em parte previsto no Plano Estratégico da companhia para o período 2009-2013, que será divulgado entre agosto e setembro. Para o período 2008-2012 a previsão era de investimentos de 112,4 bilhões de dólares.

Mesmo assim, existe otimismo na Petrobras (PETR4.SA) em relação aos custos de exploração pelo fato de todos os projetos que estão sendo avaliados estarem levando em conta uma cotação do preço do petróleo de 35 dólares --contra o patamar atual de 140 dólares--, ou seja, mesmo que a commodity caia a este nível os projetos continuariam viáveis.

Somente no primeiro campo que será desenvolvido na bacia de Santos, Tupi, onde se estimam reservas entre 5 e 8 bilhões de barris equivalentes (petróleo e gás natural), serão utilizadas nove plataformas de produção.

"Para os demais campos ainda não há uma estimativa, mas para Tupi serão nove", afirmou a fonte.

Todas as encomendas do pré-sal serão feitas em série, o que reduzirá os custos da companhia e suas parceiras, que terão sempre como prioridade a compra no mercado interno.

Para viabilizar as encomendas, a Petrobras vem criando uma série de programas para fortalecer a indústria nacional, como fundos de recebíveis, fundos de risco e participação na formação profissional da área.

RECEBÍVEIS

De acordo com o consultor de negócios da área de finanças da Petrobras, Marcílio Ribeiro de Miranda, em maio foram aprovados 2 bilhões de reais para o um novo fundo de recebíveis para fortalecer a indústria nacional. Ele substitui um fundo criado há três anos e finalizado em janeiro deste ano.

"Em 2005 foi criado um fundo que durou até janeiro e contabilizou 80 milhões de reais, foi pouco, mas era uma fase de aprendizado, era um mecanismo novo, o mercado ainda não confiava muito, tivemos algumas dificuldades, mas aprendemos", explicou Miranda à Reuters após palestra em um seminário para discutir os desafios do setor promovido pelo Promip (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural).

Miranda prevê uma grande demanda para o novo fundo, que terá a garantia da Petrobras, o que podia ser comprovado, segundo ele, pela platéia lotada do seminário realizado no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que teve 650 inscrições.

"Cem por cento dos nossos investimentos estão calcados nos fornecedores, imagina se eles não tiverem condições de nos atender?", disse Miranda.

Nesse sentido, a Petrobras pretende também participar junto a outras entidades da formação de mão-de-obra, garantindo uma bolsa para os alunos para que não tenham que trabalhar enquanto concluem o curso, acelerando o processo. A estatal pretende também ter participação no capital de empresas consideradas de risco, as venture capital, que depois poderão ser listadas em bolsa.

"Estamos criando um fundo de risco que vai entrar de sócio nas fornecedoras da Petrobras...sem injeção de capital elas não vão crescer, vamos investir cerca de 100 milhões de reais em cada empresa para que ela cresça", informou.

Edição de Marcelo Teixeira

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