ESPECIAL-Produtividade e meio ambiente aquecem mercado de pelota

quarta-feira, 2 de abril de 2008 17:37 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 2 de abril (Reuters) - A corrida para atender o forte crescimento da demanda mundial por pelota, produto nobre feito a partir do minério de ferro, está fazendo surgir novas pelotizadoras no Brasil e no mundo, mirando mercados promissores como China, Oriente Médio e Europa.

Reconhecida como mais eficiente e menos poluente do que o sinter, minério aglomerado por meio de cal e coque para produzir aço, a pelota vem ganhando cada vez mais espaço na preferência das siderúrgicas que desejam aumentar a produtividade e reduzir suas emissões.

Como efeito da maior procura, o preço da commodity -- ajustado normalmente dias após ao minério de ferro--, este ano conseguiu apenas um ajuste até o momento entre a Vale e a italiana Ilva, em percentual superior ao minério. Enquanto o ajuste do minério variou entre 65 e 71 por cento nos contratos da Vale, balizadora do mercado mundial, o preço da pelota terá aumento de 86,67 por cento.

Somente este ano, duas grandes plantas entram em operação no país, uma da Vale (VALE5.SA: Cotações), de 7 milhões de toneladas, em Itabiritos (MG), e outra da Samarco, controlada por Vale e BHP Billiton (BHP.AX: Cotações), em Ubu (ES), com o mesmo volume. A Vale programa uma oitava pelotizadora no Espírito Santo, com capacidade para 7,5 milhões de toneladas, que ficará pronta em 2010.

Outras empresas como Usiminas (USIM5.SA: Cotações) e MMX também têm planos para pelotizadoras, sendo que a da Usiminas está prevista para entre 2013 e 2015, com 7 milhões de toneladas.

"O mercado siderúrgico continua forte, todo mundo quer aumentar a produção e pelota é muito eficiente no alto forno, a Samarco está entrando agora, depois entra nossa pelotizadora em Minas, que já está ficando pronta. Fizemos também ajustes nas sete pelotizadoras que temos em Tubarão", disse à Reuters o presidente da Vale, Roger Agnelli.

Fora do país, a Vale prevê uma pelotizadora em Omã, no Oriente Médio, além de joint-ventures na China, como a de Zhuhai, ao sul da país, com objetivo de atingir 10 milhões de toneladas de pelotas por ano. As novas unidades vão se somar às nove pelotizadoras da Vale no Brasil, que juntas venderam 40,8 milhões de toneladas de pelotas em 2007, aumento de 20 por cento em relação ao ano anterior.

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