2 de Julho de 2008 / às 20:31 / 9 anos atrás

ATUALIZA-PETROBRAS vai licitar este ano plataformas do pré-sal

(Acrescenta mais informações)

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 2 de julho (Reuters) - A Petrobras (PETR4.SA) vai iniciar ainda neste ano as licitações para compras de plataformas da chamada área pré-sal, que vai demandar um grande número de equipamentos, segundo o gerente executivo de engenharia da estatal, José Barusco Filho.

Ele ressaltou que essas encomendas serão feitas em série, ou seja, os equipamentos que formam as plataformas serão comprados por lote em vez de as aquisições serem feitas por unidade. A licitação para a compra dos cascos está prevista para começar em agosto.

“Como são muitas unidades (plataformas), nós optamos pela licitação seriada, e também tem a questão do preço, assim conseguimos preços mais baixos”, disse ele a jornalistas após palestra em seminário sobre os desafios do setor.

De acordo com os planos da companhia, as licitações devem levar em média 12 meses para serem concluídas e 47 meses para as unidades ficarem prontas. As plataformas terão capacidade para produzir de 180 a 200 mil barris diários. A cada 8 meses uma unidade deverá estar sendo entregue à companhia.

A idéia é utilizar o estaleiro da Petrobras no Rio Grande do Sul para a integração de todas as partes da plataforma --casco, módulos de compressão e de geração-- mas outros estaleiros também poderão ser acionados.

Como já havia sido divulgado pela empresa, as plataformas da área pré-sal --um reservatório gigante de petróleo e gás que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santo a Santa Catarina-- serão construídas em série e de preferência no Brasil.

“Por exemplo, quando formos encomendar cascos, encomendaremos logo uns 10, e assim faremos para o módulo de compressão e o de geração”, explicou ele.

Barusco afirmou ainda que não foi definido o número de plataformas necessárias para o pré-sal, o que deverá acontecer no Plano Estratégico 2009-2013, que a Petrobras vai divulgar entre agosto e setembro.

Mas o executivo antecipou que para o campo de Tupi, o primeiro que deverá produzir na área pré-sal da bacia de Santos, serão no mínimo sete plataformas. Outra fonte da empresa presente no evento infomou à Reuters que Tupi receberá nove plataformas.

No plano estará também a nova estimativa para as refinarias da Petrobras, sendo a mais cara a prevista para ser construída no Maranhão, com capacidade para 600 mil barris diários de óleo equivalente, com previsão de custos em torno dos 19 bilhões de dólares. A refinaria do Ceará, que terá metade dessa capacidade, custará 11 bilhões de dólares.

Outros projetos da empresa, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), orçado em 8,4 bilhões de dólares, terão seus valores revistos para cima, mas o executivo não soube informar para quanto.

Edição de Marcelo Teixeira

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