Atraso em obra de gasoduto pode afetar térmicas, diz PETROBRAS

terça-feira, 2 de outubro de 2007 14:55 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 2 de outubro (Reuters) - O atraso na conclusão do gasoduto Campinas-Rio pode impedir que a Petrobras atenda ao aumento esperado da demanda na região a ser atendida, comprometendo o fornecimento de gás a usinas térmicas no ano que vem, segundo um diretor da estatal (PETR4.SA: Cotações).

A obra teria que ser finalizada ainda este ano para que não haja problemas em 2008, afirmou nesta terça-feira o diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.

Os trabalhos em um trecho do duto, entre Resende e o Rio de Janeiro, estão parados devido a uma briga judicial entre a Petrobras, responsável pelo projeto, e o dono de uma fazenda por onde passaria a obra.

Segundo Duque, "faltam 600 metros para serem concluídos".

"Se não tiver uma solução (pode haver problema)... essa obra tem que estar pronta até o final do ano", disse ele a jornalistas durante o evento Rio Pipeline 2007.

O gasoduto está orçado em 300 milhões de dólares, e a obra foi lançada em 2004. Mas, segundo Duque, "já era para estar pronta".

O empreendimento é um dos 183 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerado fundamental para atender o crescimento da demanda no Sudeste, assim como para garantir o fornecimento para usinas termelétricas.

O advogado José Maurício de Barcellos questiona na Justiça a passagem do gasoduto por sua propriedade, em Pirangaí, no distrito de Resende.

A Petrobras ofereceu ao advogado 1 milhão de reais em indenização, um valor que teria sido considerado baixo pelo proprietário.   Continuação...