October 23, 2007 / 1:39 AM / 10 years ago

Atraso em obra de gasoduto pode afetar térmicas, diz PETROBRAS

3 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO, 2 de outubro (Reuters) - O atraso na conclusão do gasoduto Campinas-Rio pode impedir que a Petrobras atenda ao aumento esperado da demanda na região a ser atendida, comprometendo o fornecimento de gás a usinas térmicas no ano que vem, segundo um diretor da estatal (PETR4.SA).

A obra teria que ser finalizada ainda este ano para que não haja problemas em 2008, afirmou nesta terça-feira o diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.

Os trabalhos em um trecho do duto, entre Resende e o Rio de Janeiro, estão parados devido a uma briga judicial entre a Petrobras, responsável pelo projeto, e o dono de uma fazenda por onde passaria a obra.

Segundo Duque, "faltam 600 metros para serem concluídos".

"Se não tiver uma solução (pode haver problema)... essa obra tem que estar pronta até o final do ano", disse ele a jornalistas durante o evento Rio Pipeline 2007.

O gasoduto está orçado em 300 milhões de dólares, e a obra foi lançada em 2004. Mas, segundo Duque, "já era para estar pronta".

O empreendimento é um dos 183 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerado fundamental para atender o crescimento da demanda no Sudeste, assim como para garantir o fornecimento para usinas termelétricas.

O advogado José Maurício de Barcellos questiona na Justiça a passagem do gasoduto por sua propriedade, em Pirangaí, no distrito de Resende.

A Petrobras ofereceu ao advogado 1 milhão de reais em indenização, um valor que teria sido considerado baixo pelo proprietário.

A estatal decidiu então desviar o traçado do gasoduto, passando por um terreno vizinho ao de Barcellos, mas os donos dessa outra propriedade desistiram do acordo com a empresa e acionaram a companhia na Justiça.

"Um outro proprietário entrou com uma liminar e já estamos recorrendo disso junto com a AGU (Advocacia Geral da União). Vamos indenizar o valor que a Justiça mandar. Mas o valor que eles estão pedindo é mais do que o dobro do que a Petrobras avaliou e que o perito estipulou. Não vamos pagar o que eles querem", afirmou Duque.

Obtendo a liberação da Justiça, a empresa conclui as em obras em, no máximo, dois meses, segundo o diretor da estatal.

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