BOVESPA-Mercado cai em dia morno no primeiro pregão do ano

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 12:38 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 2 de janeiro (Reuters) - O primeiro pregão de 2008 na Bovespa registrava queda, após um ano de ganhos altos para os investidores. Na avaliação de analistas, sem notícias relevantes internas, o mercado aguarda a divulgação de dados da economia norte-americana para se posicionar.

O ajuste em relação ao fechamento de Wall Street na segunda-feira, dia em que a Bolsa de Valores de São Paulo não funcionou, explicava o índice negativo.

"Não tem motivo interno para cair, a inflação veio dentro do esperado e a balança melhor do que o esperado, o mercado deve ficar de olho nos dados esternos", avaliou o diretor da corretora Novação Carlos Alberto Ribeiro.

Nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve alta de 0,70 por cento em dezembro, acumulando 4,60 por cento no ano. Analistas já manifestaram preocupação de que o aumento de preços leve o governo a manter a taxa de juro básica no patamar atual, de 11,25 por cento ao ano.

Já a balança comercial brasileira somou superávit de 3,636 bilhões de dólares em dezembro e 40 bilhões de reais no ano.

Às 12h30, o principal índice de ações no Brasil operava em queda de 0,21 por cento, aos 63.754 pontos.

Os papéis da Companhia Energética de São Paulo (CESP6.SA: Cotações) se destacavam em alta de 5,46 por cento, cotadas a 45,80 reais, após o governo de São Paulo anunciar audiência pública no dia 15 de janeiro para dar continuidade ao processo de privatização da companhia.

As principais blue chips do mercado, Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e Vale (VALE5.SA: Cotações) caíam 1,70 por cento e 0,73 por cento respectivamente, após um ano de ganhos.

Segundo a BB Investimentos, em 2007 os dois papéis ficaram praticamente empatados, com as preferenciais da Petrobras subindo 84 por cento e as ordinárias 98,9 por cento, enquanto as ações preferenciais da Vale ganharam 90,8 por cento e as ordinárias 88,9 por cento.   Continuação...