Petróleo nos EUA atinge recorde de US$100 por barril

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008 19:36 BRST
 

Por Richard Valdmanis

NOVA YORK (Reuters) - Os preços dos contratos futuros de petróleo nos Estados Unidos fecharam em forte alta após terem atingido o recorde de 100 dólares por barril nesta quarta-feira, à medida que a violência na Nigéria, o aperto dos estoques da commodity e um dólar fraco levaram ao aumento de compras especulativas, disseram operadores.

O avanço do petróleo para a marca psicológica de um preço de três dígitos ajudou na queda de Wall Street e escureceu ainda mais uma já sombria previsão sobre a economia norte-americana, afetada pelo aperto do crédito e pela crise no setor de moradias.

"O petróleo atingindo 100 dólares por barril gerou preocupações sobre o consumidor e a inflação", disse Todd Salamone, vice-presidente de pesquisa da Schaeffer's Investment Research.

Na Nymex, o contrato fevereiro subiu 3,64 dólares e fechou cotado a 99,62 dólares por barril, tendo atingido a marca de 100 dólares, com alta de 4,02 dólares. Mas considerando o preço ajustado pela inflação, o recorde continua sendo os 101,70 dólares registrados em abril de 1980, um ano após a revolução iraniana.

O petróleo tipo Brent negociado Londres teve alta de 3,99 dólares, para 97,84 dólares, após ter atingido a marca de 98 dólares por barril pela primeira vez.

"O petróleo pode subir mais a partir daqui (100 dólares). Tratam-se de simples fundamentos de oferta e demanda", disse Kris Voorspools, analista de energia do Fortis em Bruxelas.

A Casa Branca informou que não irá utilizar a reserva de emergência de petróleo do país para tentar forçar uma queda nos preços, enquanto dois membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disseram que o grupo não teria condições de puxar o mercado para baixo.

Os preços do petróleo subiram 58 por cento em 2007, maior ganho anual nesta década. Os preços da commodity quase triplicaram desde 2000 --impulsionados pela demanda da China e outros países emergentes, aperto nos estoques e tensões geopolíticas.

A depreciação do dólar também ajudou a impulsionar os ganhos do setor de commodities.

(Reportagem adicional de Peg Mackey, em Londres, e Fayen Wong, em Sydney)