3 de Setembro de 2008 / às 17:12 / 9 anos atrás

CONSOLIDA-Economia européia desanda e EUA se mostram vulneráveis

Por Burton Frierson and Brian Love

NOVA YORK/PARIS, 3 de setembro (Reuters) - As principais economias dos dois lados do Atlântico estão cada vez mais vulneráveis às fraquezas umas das outras, com a zona do euro à beira da recessão ao mesmo tempo em que os Estados Unidos se sustentam com dificuldade.

A Europa mostrou nesta quarta-feira que está bastante exposta a uma desaceleração mais ampla do mundo industrializado, registrando retração econômica no segundo trimestre.

A primeira divulgação do escritório de estatísticas da União Européia, o Eurostat, mostrou queda de mais de 1 por cento dos investimentos e o recuo dos gastos dos consumidores como principais culpados pela contração do Produto Interno Bruto (PIB).

A contração trimestral de 0,2 por cento da zona do euro e de 0,1 por cento da União Européia alimentou o temor de que o bloco entre em recessão.

Pesquisas empresariais sobre agosto também mostraram uma redução da atividade no setor de serviços, mesmo comportamento do setor manufatureiro. Ainda que a queda não tenha sido igual à de julho, o dado sugeriu que o terceiro trimestre vai ser apenas um pouco melhor.

Nos EUA, as encomendas à indústria subiram ligeiramente mais do que o esperado em julho, mas o enfraquecimento da demanda em todo o mundo pode afetar o setor, que vem dependendo das exportações para se sustentar este ano.

“Os pedidos à indústria não trouxeram nenhuma grande surpresa, e ficaram muito perto da previsão. Você está vendo a força das exportações compensando muito da fraqueza na demanda doméstica”, disse Scott Brown, economista-chefe da Raymond James & Associates, na Flórida.

As encomendas à indústria cresceram 1,3 por cento, após revisão positiva para uma alta de 2,1 por cento em junho, informou o Departamento de Comércio. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 1 por cento. Foi a quinta alta consecutiva desse indicador.

As demissões planejadas nas empresas norte-americanas estavam em agosto em um nível 12 por cento maior que no ano anterior, de acordo com relatório da consultoria Challenger, Gray & Christmas.

SERVIÇOS RUINS

O setor de serviços da Grã-Bretanha recuou em agosto pelo quarto mês consecutivo, ainda que os sinais de fraqueza sejam muito menores que o esperado.

Na Ásia, que viu a economia do Japão também em contração no segundo trimestre, o foco desta quarta-feira estava sobre a Coréia do Sul. O governo sul-coreano está com dificuldades para conter a queda do won, que já perdeu cerca de 10 por cento do valor desde o começo de julho.

Os números da zona do euro revelaram queda de 1,2 por cento dos investimentos, que tiraram 0,3 ponto percentual do PIB, e de 0,2 por cento do consumo residencial, que tirou mais 0,1 ponto percentual do PIB.

As exportações caíram 0,4 por cento, mas o efeito sobre o PIB foi compensado pela queda das importações.

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