Leilão de energia de reserva a partir da biomassa fica para maio

quinta-feira, 3 de abril de 2008 13:25 BRT
 

SÃO PAULO, 3 de abril (Reuters) - O governo postergou para maio o primeiro leilão de energia de reserva a partir da biomassa, com suprimento iniciando-se em 2009. Há 118 empreendimentos inscritos, com oferta de 7.811 Megawatts (MW) de energia, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Os interessados, essencialmente usinas de produção de energia a partir do bagaço da cana, terão ainda que passar pela habilitação, comprovando ter licença ambiental, entre outras exigências. O montante de energia que será comprada pelo governo ainda não foi informado.

Os leilões estão remarcados para 20 de maio no caso da energia que será entregue a partir de 2009, e 21 de maio e 30 de julho para fornecimento de 2010 em diante. Os contratos de energia de reserva serão de 15 anos, garantindo ao produtor receita no período de maio a novembro, quando fará o despacho do montante vendido.

Tolmasquim fez um alerta sobre o preço do Megawatt (MW) que aparecerá no edital do leilão de energia de reserva: "Será mais baixo do que muitos esperam". Mas procurou esclarecer que esse número vai se referir ao valor a ser pago pelo consumidor e não ao valor de remuneração do produtor.

Segundo o presidente da EPE, os produtores encaminharão uma proposta de quanto querem de receita fixa pela energia, que será, então, vendida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no mercado spot. A diferença entre a receita garantida ao produtor e o preço arrecadado no mercado à vista é que será cobrado do consumidor final como uma "pequena" taxa na conta de luz com base no consumo, esclareceu Tolmasquim.

O edital para os leilões de maio devem sair em cerca de duas semanas, na avialição do presidente da EPE. Ele esclareceu que um leilão será realizado apenas em julho para atender particularmente às usinas de Mato Grosso do Sul e Goiás, onde será preciso leiloar ainda subestações para a distribuição da energia.

(Reportagem de Renata de Freitas)