September 3, 2008 / 4:51 PM / in 9 years

Uso da capacidade instalada na indústria é o maior em 5 anos

3 Min, DE LEITURA

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O faturamento da indústria brasileira cresceu em julho no maior ritmo em quase quatro anos e pressionou o uso da capacidade instalada das fábricas, que bateu novo recorde.

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta quarta-feira mostraram que as vendas se expandiram 13,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2007, maior alta anual desde agosto de 2004. Na comparação com junho, o aumento foi de 0,2 por cento pelos dados dessazonalizados.

O uso da capacidade instalada, importante indicador de pressão inflacionária, foi a 83,5 por cento em julho, maior nível da série da CNI, iniciada em 2003, e acima dos 83,3 por cento de junho e dos 82,5 por cento há um ano.

"Com toda certeza precisa de mais investimento para sustentar esse ritmo de crescimento da demanda", afirmou o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.

Com o uso da capacidade instalada elevado, as empresas têm pouco espaço para aumentar a produção em resposta a uma demanda maior, o que pode provocar alta de preços.

Castelo Branco ponderou que, apesar do recorde, a alta do indicador tem ocorrido em ritmo "moderado" e bem inferior ao aumento das vendas e das horas trabalhadas, o que seria uma sinalização de que investimentos já feitos pelas indústrias ao longo dos últimos meses estão maturando.

Ele argumentou ainda que o uso elevado da capacidade instalada é um estímulo a novos investimentos. "É inequívoco que tem havido uma resposta da indústria, em termos de maior investimento, ao aumento da demanda", disse.

Nos últimos 12 meses, cinco setores se destacaram pelos maiores aumentos na utilização da capacidade instalada: Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,6 pontos percentuais), Metalurgia básica (3,5 pontos), Outros equipamentos de transporte (3,4 pontos), Veículos automotores (3,1 pontos) e Edição e impressão (3,1 pontos).

Três setores de um total de 19 tiveram recuo no indicador: Material eletrônico e de comunicação (-1,5 ponto), Têxteis (-0,6 ponto) e Madeira (-0,3 ponto).

As vendas da indústria subiram 9 por cento nos primeiros sete meses do ano frente ao mesmo período do ano passado, maior alta da série. As horas trabalhadas cresceram 6,1 por cento no mesmo período de comparação e o emprego, 4,4 por cento.

Na véspera, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou números robustos sobre a indústria em julho. A produção cresceu 1 por cento ante junho e 8,5 por cento na comparação com o ano passado, acima da previsão de analistas.

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