Dique-seco vai reduzir custo da PETROBRAS na área pré-sal

quinta-feira, 3 de abril de 2008 13:15 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 3 de abril (Reuters) - A Petrobras (PETR4.SA: Cotações) pretende reduzir o custo das plataformas que serão utilizadas na exploração das áreas pré-sal, na bacia de Santos, construindo cascos em série para as unidades no dique-seco que será inaugurado em fevereiro de 2009, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

De acordo com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a exploração nos campos de Tupi e Júpiter vão precisar de um número elevado de plataformas, e a construção dos cascos no Brasil --parte responsável por um terço do custo das plataformas-- possibilitará a redução de despesas.

"Ainda não fechamos o número de plataformas que vamos precisar para o pré-sal, mas a idéia é criar uma série de cascos, o que vai baratear nosso custo", disse Gabrielli em transmissão pela Internet, após visita junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à plataforma P-53, da estatal, que está sendo feita no estaleiro Rio Grande, ao lado do dique.

A P-53 está em fase final de construção e terá capacidade para produzir 180 mil barris diários de petróleo a partir do quarto trimestre de 2008, no campo de Marlim Leste, na bacia de Campos. O investimento total é de 1,3 bilhão de dólares.

O dique-seco da Petrobras em Rio Grande, o primeiro do Brasil, é um projeto de 439 milhões de reais e está sendo feito em parceria com a WTorres Engenharia, que tem 20 por cento do empreendimento. O objetivo é construir ou converter plataformas no país e fazer reparos de emergência. Outro dique-seco está sendo construído junto ao porto de Suape, em Pernambuco.

O dique do Rio Grande já está contratado para receber a plataforma P-55, da Petrobras, cuja obra está prevista para ser iniciada em 2008 e finalizada em 2011, e também para reparo na plataforma P-17 em 2010.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora)