Vale e Baosteel procuram sócio para siderúrgica no ES

quarta-feira, 3 de outubro de 2007 18:45 BRT
 

Por Denise Luna

VITÓRIA (Reuters) - A Companhia Vale do Rio Doce e a chinesa Baosteel querem um sócio para integrar o consórcio formado entre as duas para construir a Companhia Siderúrgica Vitória, um projeto de 5,5 bilhões de dólares que vai injetar no aquecido mercado siderúrgico 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano a partir de 2012.

De acordo com o diretor executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é um candidato a parceiro, mas a exigência da instituição de um certo percentual de equipamentos nacionais no projeto poderá limitar o investimento.

Por isso há conversas também com o banco de fomento da China.

"Ainda não está definido se vai ser o BNDES, pode ser um banco de investimento chinês ou outro parceiro. Os chineses querem ficar com até 60 por cento e a Vale quer 20 por cento", explicou Martins, após a inauguração do escritório da joint-venture em Vitória.

Procurado pela Reuters, o BNDES negou comentar uma possível associação para a construção da usina, mas esclareceu que para a aquisição de participações acionárias o banco não possui exigência de conteúdo nacional.

Segundo a assessoria do banco, os investimentos em ações "são avaliados caso a caso e dependem do projeto, não do conteúdo nacional", o que só é considerado nos financiamentos da instituição.

O escritório terá 60 empregados, dos quais 40 chineses. Como a maior parte do investimento virá da Baosteel, é provável que boa parte dos equipamentos na usina, que poderá ter sua capacidade ampliada para 10 milhões de toneladas de aço ao ano, venham da China.

Segundo Martins, até achar um parceiro, a Vale será responsável por 40 por cento do projeto, que é uma adaptação da usina siderúrgica projetada inicialmente para o Maranhão.   Continuação...