Kassab crê que eleitor começa a identificá-lo com sua gestão

quarta-feira, 3 de setembro de 2008 17:31 BRT
 

SÃO PAULO, 3 de setembro (Reuters) - Prefeito de São Paulo há mais de dois anos e após quase 60 dias de campanha eleitoral, Gilberto Kassab (DEM) acredita que está ficando mais conhecido do paulistano e que conseguirá transformar em votos a aprovação de sua gestão, chegando ao segundo turno.

"Em relação à minha ida ao segundo turno, estou muito confiante. Uma gestão que está sendo tão bem avaliada não é possível que ela não tenha boa chance no segundo turno", disse Kassab durante sabatina realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira.

Pesquisa do Datafolha divulgada em 30 de agosto indica que a aprovação da administração da cidade subiu de 40 por cento para 44 por cento, enquanto o prefeito recebe 16 por cento das intenções de voto, frente aos 14 por cento anteriores. Kassab é o terceiro colocado na corrida à Prefeitura, atrás de Marta Suplicy (PT), com 39 por cento, e de Geraldo Alckmin (PSDB), com 24 por cento. A rejeição ao prefeito é de 26 por cento.

"Eu, diferentemente de Alckmin e Marta, estou na minha primeira candidatura majoritária. É evidente que o eleitor agora está nos conhecendo com mais profundidade, conhecendo as nossas idéias", argumentou Kassab.

A campanha de rua e a propaganda de rádio e TV, em que ele tem o maior tempo, se encarregariam de divulgá-lo. Há relatos de que Kassab não é identificado como prefeito quando faz caminhadas e entra em estabelecimentos comerciais para fazer campanha corpo-a-corpo.

Se chegar ao segundo turno, Kassab espera ter o apoio de Alckmin, que tem a mesma expectativa em relação ao prefeito.

Ele reiterou que o governador José Serra (PSDB), o padrinho político, é seu candidato à Presidência em 2010.

"Tenho no governador Serra o melhor candidato para se apresentar nas eleições de 2010 e o melhor perfil de homem público para dirigir o país a partir de 2010."

Kassab afirmou ainda que Serra não precisa vincular sua candidatura a presidente a nenhuma outra eleição, em resposta a Marta Suplicy, que disse nesta manhã que uma eventual eleição de Alckmin agora impediria Serra de concorrer à Presidência. Segundo a ex-prefeita, o PSDB ficaria sem candidato a governador, empurrando Serra para uma tentativa de segundo mandato em 2010.   Continuação...