PANORAMA1-Pacote dos EUA volta à Câmara e fecha semana de tensão

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 07:25 BRT
 

SÃO PAULO, 3 de outubro (Reuters) - A semana fecha como começou: com todos as atenções voltadas à Câmara dos Deputados nos Estados Unidos.

Depois do baque com a rejeição do plano de socorro ao setor financeiro norte-americano na segunda-feira, investidores esperam que o pacote "turbinado", já aceito pelos senadores, passe desta vez pelo crivo dos deputados.

Ainda assim, muitas dúvidas continuarão atormentando os mercados. Até quando a liquidez ficará empoçada? Quando será retomada a confiança no sistema financeiro?

Na véspera, a restrição de crédito provocou pânico --e especulação-- nos principais mercados. Mais sinais de fraqueza da economia norte-americana contribuíram para o pessimismo.

Os pedidos de auxílio-desemprego, por exemplo, atingiram o maior nível em sete anos na última semana. Nesta sexta-feira, o governo dos EUA divulga mais informações sobre o mercado de trabalho com o relatório de postos de trabalho no país e a taxa de desemprego de setembro.

A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters é de que tenham sido cortadas 100 mil vagas, no nono mês seguido de baixas. Mas há alguma expectativa de que o número seja melhor depois que a ADP mostrou menos demissões no setor privado do que o estimado por Wall Street.

No Brasil, o Banco Central anunciou no final da noite de quinta-feira a segunda alteração nas regras dos compulsórios dos bancos em pouco mais de uma semana, num claro esforço do governo de tentar minimizar possíveis impactos da crise financeira global sobre o mercado de crédito nacional.

A nova flexibilização do recolhimento compulsório, desta vez sobre os depósitos bancários a prazo, poderá irrigar a economia com até 23,5 bilhões de reais. Para mais detalhes, clique [nN03319647].

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