Commodities fazem Bovespa cair pelo 4o pregão seguido

quarta-feira, 3 de setembro de 2008 18:16 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O aprofundamento da queda de preço das matérias-primas patrocinou nova onda vendedora na Bolsa de Valores de São Paulo, que caiu pela quarta vez seguida.

O Ibovespa fechou a quarta-feira com desvalorização de 1,61 por cento, aos 53.527 pontos. A volatilidade acentuada do índice, que oscilou entre uma alta de 1,5 por cento a queda de quase 3 por cento, turbinou o giro financeiro para 5,09 bilhões de reais, o melhor em três semanas.

A bússola da sessão foram as ações da Vale. No início, os papéis dispararam com a divulgação da Steel Business Briefing, agência de notícias especializada em mineração, de que a companhia teria conseguido um reajuste de 20 por cento no preço do minério vendido para clientes na China.

"Mas esse alívio foi apenas momentâneo", citou Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

A notícia foi perdendo credibilidade ao longo do dia e, à tarde, a própria Vale afirmou desconhecer o reajuste. Com isso, as ações preferenciais da companhia caíram 0,65 por cento, para 36,65 reais.

Isso acabou engrossando o movimento das demais empresas ligadas a commodities, que tiveram um dia ainda pior. Gerdau Metalúrgica puxou a fila ao perder 4,1 por cento, para 38,37 reais.

Seguindo os preços do petróleo, que fecharam em queda depois da divulgação de uma retração da economia da zona do euro, Petrobras caiu 1,54 por cento, a 32,60 reais.

Desta vez, porém, o mau humor não se restringiu aos papéis de empresas de matérias-primas. JBS Friboi, do agronegócio, teve o pior desempenho do índice, com queda de 9,4 por cento, a 5,80 reais.

Rossi Residencial resumiu o ânimo do mercado com o setor imobiliário, com baixa de 8,5 por cento, a 9,39 reais. BM&F Bovespa também não teve um bom dia, cedendo 4,5 por cento, para 11,90 reais.

Das 66 ações que compõem o Ibovespa, apenas nove subiram.