BOVESPA-Blue chips pesam e índice testa piso de 60 mil pontos

quinta-feira, 3 de julho de 2008 11:20 BRT
 

SÃO PAULO, 3 de julho (Reuters) - Após perder 6 por cento nas duas primeiras sessões do mês, a Bolsa de Valores de São Paulo voltava a operar no vermelho nesta quinta-feira.

Às 11h20, o Ibovespa .BVSP, índice mais importante do mercado paulista, recuava 1,24 por cento, aos 60.347 pontos, depois de ter alternado alta e baixa repetidas vezes na primeira hora do pregão. O giro financeiro era de 1,3 bilhão de reais.

O índice chegou a esboçar reação na abertura, seguindo sinais positivos das bolsas da Europa e dos Estados Unidos. Antes que essas praças começassem a perder força, a ponta vendedora voltou a ganhar força na Bovespa.

Os destaques negativos eram justamente os papéis com maior peso na carteira teórica, revelando o esforço continuado de grandes investidores, especialmente os estrangeiros, para fazer caixa.

De acordo com números da própria Bovespa, o saldo líquido das negociações feitas por estrangeiros no mercado acionário brasileiro revelou uma saída líquida de 7,4 bilhões de reais.

As ações preferenciais a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) caíam 2,57 por cento, a 42,85 reais, descoladas dos negócios no mercado de petróleo. O barril do óleo CLc1 registrava alta, superando os 143 dólares.

As preferenciais da Vale (VALE5.SA: Cotações) perdiam 1,75 por cento, valendo 42,59 reais. A mineradora informou nesta manhã que sua oferta global de ações está prevista para acontecer na primeira quinzena de julho, na qual devem ser vendidos 256,9 papéis ordinários e 164,4 milhões de preferenciais. A empresa também vai listar suas ações na Bolsa de Paris.

"Não tem explicação fundamentalista para esse movimento. O mercado está muito sensível. Na dúvida, os investidores estão preferindo fazer caixa", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

Nesta quinta-feira, as bolsas de Wall Street fecham mais cedo (14h, pelo horário de Brasília), devido às comemorações pelo feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, que mantém os mercados fechados na sexta-feira.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Cláudia Pires)