3 de Outubro de 2008 / às 12:08 / 9 anos atrás

Líder Taliban rejeita negociar com governo do Afeganistão

SPIN BOLDAK, Afeganistão, 3 de outubro (Reuters) - Um importante comandante do Taliban rejeitou reconciliar-se com o governo afegão, chamado por ele de "marionete". Esta é a pronunciamento mais recente sobre uma potencial negociação de paz.

A violência no país subiu para seu pior nível desde 2001, mas nenhum dos lados conseguiu romper o empate e ganhar uma vantagem clara, o que fez com que muitos pedissem negociações para o término do conflito, levando o Taliban a fazer uma política pacífica.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse nesta semana que pediu ao rei da Arábia Saudita para mediar conversas com os insurgentes e pediu ao Mulá Omar, líder do Taliban, que volte à sua terra para fazer paz.

Mas o pedido de Karzai foi rejeitado por um importante líder Taliban.

"Rejeitamos a oferta de negociação feita pelo presidente Hamid Karzai, um escravo e marionete", disse Mulá Brother à Reuters, por telefone via satélite, falando de uma região não-identificada.

Ele disse que Karzai não tem o direito de negociar. "Ele somente diz e faz o que a América manda".

A retórica pesada contra Karzai é uma ruptura em relação às recentes declarações do Taliban, que suavizou o discurso sobre o presidente pró-Ocidente que lidera o Afeganistão desde que as forças norte-americanas e afegãs derrubaram o Taliban do poder, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

A declaração também parece rever o que o próprio Brother disse em março. Ele afirmou que o Taliban cooperaria com o governo de Karzai e pediu um fim negociado para as lutas.

Brother serviu como comandante militar enquanto o Taliban esteve no poder no Afeganistão, no fim dos anos 1990. Agora, ele é um dos maiores líderes do movimento.

Ele reiterou que o objetivo do grupo é continuar lutando até que mais de 70 mil militares dos Estados Unidos e da Otan saiam do país e disse que os insurgentes não negociarão enquanto ainda houver tropas estrangeiras em solo afegão.

Por Saeed Ali Achakzai

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