BOVESPA-Índice sobe forte, mas giro é fraco à espera de EUA

sexta-feira, 3 de outubro de 2008 11:47 BRT
 

SÃO PAULO, 3 de outubro (Reuters) - A expectativa pelo aval legislativo ao socorro para o sistema financeiro dos Estados Unidos e a compra do Wachovia pelo Wells Fargo faziam a Bolsa de Valores de São Paulo acompanhar a recuperação de Wall Street, após outro tombo espetacular na quinta-feira.

Às 11h46, o Ibovespa .BVSP registrava valorização de 3,39 por cento, para 47.708 pontos. Mas essa recuperação se dava em meio um movimento mais tímido, de apenas 1,1 bilhão de reais.

Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones .DJI subia 1,7 por cento, mesmo após a divulgação de novos dados que indicam forte desaceleração da economia norte-americana.

Um deles foi o relatório mostrando que o país fechou 159 mil postos de trabalho em setembro, a maior queda em cinco anos e meio e marcando o nono mês consecutivo de demissões. Além disso, o índice do setor de serviços também veio fraco, apesar de ligeiramente acima das expectativas.

"Estão crescendo as expectativas de que vai haver recessão de pelo menos um ano", disse Hamilton Moreira, analista sênior do BB Investimentos.

Ainda assim, investidores preferiam olhar para notícias de curto prazo ligadas à crise financeira. De um lado, a de que o Wells Fargo fechou um acordo para comprar o Wachovia por cerca de 15,1 bilhões de dólares.

De outro, a votação do socorro de 700 bilhões de dólares a grandes instituições financeiras dos Estados Unidos. A Câmara dos Deputados conseguiu os votos para iniciar o debate sobre o pacote nesta manhã e a expectaviva é que os parlamentares aprovem o plano.

Na bolsa paulista, a recuperação era impulsionada pelas blue chips. Montada no leve avanço das cotações do petróleo, Petrobras (PETR4.SA: Cotações) subia 5,15 por cento, para 33,70 reais. Vale (VALE5.SA: Cotações), que havia despencado 10 por cento na véspera, avançava 5,71 por cento, para 31,08 reais.

A nota negativa do dia ficava a cargo de Aracruz ARCZ6.SA, que despencava 18,4 por cento, para 5,26 reais. A companhia de papel e celulose informou na quinta-feira à noite que suas posições no mercado de derivativos poderiam resultar em perdas de 1,95 bilhão de reais, caso os contratos fossem liquidados em 30 de setembro.   Continuação...