Brasil vai atuar para reduzir tensão regional com Colômbia

segunda-feira, 3 de março de 2008 11:37 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro prometeu nesta segunda-feira mobilizar "toda a força" de sua diplomacia para tentar reduzir ao máximo a tensão entre Colômbia, Equador e Venezuela, após o envio de tropas para regiões de fronteira e o fechamento de embaixadas dos países.

Venezuela e Equador enviaram tropas para as fronteiras com a Colômbia, no domingo, como resposta a um ataque de forças colombianas que mataram rebeldes das Farc em território equatoriano.

"Acho que nós vamos mobilizar toda a força da diplomacia brasileira e de outras capitais sul-americanas para reduzir ao máximo a tensão e procurar encontrar uma solução duradoura para esse problema", disse o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, em entrevista à rádio CBN.

Em outro episódio da tensão diplomática na região, o governo do Equador expulsou o embaixador colombiano em Quito e retirou o seu de Bogotá.

Segundo Garcia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai conversar com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para coordenar os esforços diplomáticos. O Chile também quer participar da resolução do conflito, de acordo com o assessor.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, telefonou para seus colegas de Equador e Colômbia para buscar uma solução diplomática para o impasse, iniciado após a Colômbia ter matado o segundo homem das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, no sábado.

"O importante no momento atual é reduzir ao máximo a tensão... e retomar as iniciativas que vinham sendo conduzidas para conseguir um acordo humanitário", disse Garcia, em referência à libertação este ano de alguns reféns que eram mantidos em cativeiro na selva pelas Farc.

"Esse conflito, que é um conflito interno da Colômbia... também começa a ter influência na desestabilização das relações regionais", acrescentou.

Em resposta à morte do guerrilheiro Raúl Reyes e outros 15 rebeldes, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que ajudou na intermediação para a libertação dos reféns, enviou tanques para a fronteira com a Colômbia e mobilizou aviões militares, enquanto o presidente equatoriano Rafael Correa intensificou a presença militar de seu país na fronteira.   Continuação...