June 3, 2008 / 10:43 AM / 9 years ago

RPT-Apesar do PT, PSB quer Aécio no palanque de Belo Horizonte

3 Min, DE LEITURA

(Repete texto publicado na noite da véspera)

Por Marcelo Portela

BELO HORIZONTE, 3 de junho (Reuters) - O PSB não abre mão da participação do PSDB e do PPS na coligação para a sucessão à Prefeitura de Belo Horizonte. Na segunda-feira, parlamentares do PT e do PSB reuniram-se na capital mineira para traçar planos para a candidatura e concordaram que ainda há possibilidade da participação das duas legendas na coligação.

O presidente da Executiva Estadual do PSB em Minas, deputado estadual Wander Borges, afirma que o caso só será definido na convenção do partido, marcada para o dia 29, mas adianta que "não abrimos mão do apoio formal do PSDB e do PPS".

Para os petistas ligados ao prefeito Fernando Pimentel (PT), o principal articulador da aliança ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), ainda há possibilidade de a coligação ocorrer.

"Não há veto. Só uma recomendação", afirmou o deputado estadual Durval Ângelo (PT) após o encontro.

Ele se refere à decisão do diretório nacional petista que, na sexta-feira, confirmou a posição da Executiva contrária à participação dos partidos que fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na coligação, e recomendou que o diretório municipal volte a discutir a política de alianças para as eleições de outubro.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), no entanto, afirma um acordo informal está afastado. "Não procede a informação de que o Diretório Nacional tenha deliberado por uma aliança informal com o PSDB em Belo Horizonte", afirmou, em nota à imprensa.

Para Wander Borges, o apoio informal também não atende aos interesses do PSB.

"Recebemos o apoio do PT, mas também do PSDB e do PPS. Não podemos vetar a participação de nenhum partido. Todos são importantes e apoio não se dispensa", afirmou depois da reunião com petistas, que teve a presença do pré-candidato da coligação, o ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda.

A estratégia, agora, é deixar uma definição oficial sobre as alianças para a data mais perto possível do dia 30 de junho, limite para o registro de candidatos e de coligações que disputarão as eleições. Isso poderia evitar alguma intervenção da direção nacional do PT no caso. "Vamos trabalhar com o prazo final. Mesmo porque esse tempo pode ajudar a clarear as mentes", salienta Durval Ângelo.

Edição de Carmen Munari

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