OCDE vê preços dos alimentos recuando, mas ainda altos

terça-feira, 3 de junho de 2008 08:12 BRT
 

PARIS (Reuters) - A média dos preços dos alimentos no mundo deve recuar ante os atuais picos, mas ainda ficará até 50 por cento mais alta na próxima década do que nos 10 anos anteriores, afirmou o presidente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, nesta terça-feira.

"Temos a visão de que... o preço dos alimentos não ficará nos patamares atuais -- apesar de que ficará entre 10 e 50 por cento acima do que esteve na última década, em média, nos próximos 10 anos", disse ele a jornalistas.

O comentários de Gurria chegam no dia em que líderes mundiais abriram a conferência em Roma sobre a crise global dos alimentos desencadeada pela alta no preço das commodities agrícolas.

Depois de um longo período de baixos custos dos alimentos em boa parte do mundo, os preços de mercadorias como arroz, milho e algodão subiram nos últimos meses, com alguns preços atingindo seus maiores níveis em 30 anos em termos reais.

Gurria afirmou que as incertezas sobre o abastecimento de energia bem como os obstáculos nos fornecimentos básicos ajudaram a impulsionar o preço do petróleo para altas recordes e que a situação não está propensa a mudanças.

"Essa não é uma alta especulativa, que é parte do problema no casos dos alimentos. Esse é um problemas básico de fornecimento, demanda e segurança", acrescentou.