ONS muda cálculo para evitar acionar térmicas no período úmido

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 15:35 BRST
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 3 de dezembro (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema (ONS) decidiu ser menos conservador e reduziu o índice do nível dos reservatórios de hidrelétricas que determina a entrada em operação das usinas térmicas.

O ONS faz o cálculo em novembro, para equilibrar o nível dos reservatórios entre o período de chuvas, que começa em janeiro, e a época mais seca, iniciada em abril.

A mudança acontece em meio a uma audiência pública na qual o índice em debate exigia que as térmicas entrassem em operação com nível dos reservatórios em 65 por cento, em janeiro. Agora, o índice para a entrada das térmicas no sistema ficou estabelecido em 53 por cento, informou o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp.

"Da maneira que estava você corria o risco de acionar as térmicas sem necessidade e verter água das hidrelétricas", disse Chipp.

Ele afirmou que no primeiro documento encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no final de outubro, o ONS já havia ressaltado sobre o risco de desperdiçar água com a fórmula que estava sendo utilizada.

Em reunião há duas semanas com a Aneel, disse Chipp, ficou decidida a mudança de critérios para o cálculo da curva de aversão ao risco --que determina quando a energia térmica deve ser despachada--, retirando três dos quatro piores biênios em termos de chuvas que são usados como base para o cálculo.

"Usávamos a média dos quatro piores biênios, que exigiam uma meta alta em janeiro, agora usamos uma curva mais adequada, que garante o nível de segurança de abril", disse Chipp referindo-se ao mês que marca o início do período seco.

Agora o único biênio usado no cálculo será o de 1933 e 1934, informou, o que reduziu o nível de dezembro de 61 por cento para 36 por cento; em janeiro, de 65 para 53 por cento; fevereiro, de 69 para 63 por cento; março, de 69 para 67 por cento; e abril de 69 para 68 por cento.   Continuação...