Governo quer diálogo com oposição para aprovar CSLL e Orçamento

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008 16:34 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O governo aposta em um diálogo com a oposição para garantir a aprovação do aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Orçamento de 2008 afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, nesta quinta-feira.

O ministro disse considerar "normal" as críticas feitas por líderes da oposição contra as medidas anunciadas pelo governo na quarta-feira para compensar o fim da CPMF.

"O governo tem que zelar por essa estabilidade econômica e esse quadro de prosperidade, e a oposição está em seu papel de fazer crítica, de brigar conosco, isso é normal", afirmou Paulo Bernardo a jornalistas.

"Não pode é ter inversão de papéis, não pode a oposição querer governar o país, principalmente lá da praia", acrescentou, em referência a entrevistas dadas por parlamentares em férias.

O líder da minoria, senador José Agripino Maia (DEM-RN), afirmou nesta quinta-feira que a oposição vai derrubar o aumento da alíquota da CSLL de 9 para 15 por cento, só para o setor financeiro, implantado por Medida Provisória.

Paulo Bernardo afirmou que, até que o orçamento de 2008 seja reequilibrado, o governo suspenderá os reajustes salariais do funcionalismo e também a promoção de concursos públicos ainda não autorizados oficialmente.

Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os reajustes do salário mínimo e do Bolsa Família, no entanto, serão preservados, reiterou.

Até que o orçamento do próximo ano seja aprovado, no entanto, o governo só poderá pagar a execução de investimentos que tenham sido aprovados em anos anteriores (os chamados restos a pagar e alguns projetos aprovados pelo Congresso no último quadrimestre de 2007).

Investimentos ainda não aprovados ficam suspensos e os gastos de custeio ficam limitados a um doze avos do previsto no projeto orçamentário.   Continuação...