March 3, 2008 / 9:36 PM / 9 years ago

Previ quer ter 15% de empresa pós-compra da BrT pela Oi

5 Min, DE LEITURA

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, pretende ficar com uma fatia de cerca de 15 por cento na empresa resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi (antiga Telemar) .

Segundo o presidente da Previ, Sérgio Rosa, a fatia seria referente aos 11 por cento que a Previ já possui na Oi por meio da empresa Fiago --na qual a Previ tem 51 por cento-- e mais 3 a 4 por cento adquiridos no mercado de ações, entre ordinárias e preferenciais.

"Existe um interesse já anunciado, mas não tem nada fechado", afirmou Rosa sobre as negociações que, segundo ele, não estão paradas e interessam à Previ.

A compra de controle da Brasil Telecom giraria na faixa de 4,5 a 5,2 bilhões de reais, segundo informou o grupo Oi no início de fevereiro.

"Do ponto de vista empresarial, a conjugação das duas empresas seria extremamente interessante. Traria uma escala maior para o segmento celular, já que as duas estão entre as menores do mercado, traria um cenário de competição mais equilibrado", avaliou.

Apesar de ainda não haver um desenho definido da operação, Rosa disse que a prioridade para a entidade seria a venda integral do ativo Brasil Telecom para a Oi.

"A solução de venda integral do ativo é mais rápida, se for viável seria a nossa prioridade", afirmou Rosa.

Alguns obstáculos porém ainda precisam ser ultrapassados, como o marco regulatório que impede a compra de uma empresa pela outra e algumas arestas que precisam ser aparadas na mesa de negociações.

Sobre alguns litígios envolvendo o Opportunity na Brasil Telecom, que estão na Justiça, Rosa admitiu que também podem atrapalhar as negociações, mas que não seria um fator condicionante.

"Não é uma condicionante absoluta, mas quando você está negociando a compra de uma empresa por outra eliminar esses litígios é sempre interessante", explicou.

Ano Recorde

Rosa divulgou na segunda-feira que o patrimônio da Previ atingiu a marca recorde de 138,2 bilhões de reais, alta de 30,36 por cento em um ano. A renda variável, cujo patrimônio é de cerca de 90 bilhões de reais foi uma das principais responsáveis pelo incremento, com valorização de 50,94 por cento em 2007, em linha com o Ibovespa.

O executivo informou que, apesar de desinvestimentos em ações de 5,364 bilhões de reais no ano passado --fechamento de capital da Arcelor, oferta da Usiminas, entre outras--, a entidade continua desenquadrada em relação ao limite de 50 por cento estabelecido pelo governo para fundos de pensão.

O crescimento da carteira se deveu principalmente à valorização do mercado de ações, o que, segundo ele, deve permanecer em 2008. Para este ano, a Previ prevê desinvestir mais cerca de 5 bilhões de reais.

Rosa disse que vai solicitar ao governo que avalie a possibilidade da Previ ser beneficiada por uma resolução emitida no ano passado pelo Conselho Monetário Nacional (3456/2007), que permite aplicações em renda variável acima de 50 por cento do patrimônio, se o fundo de pensão tiver um superávit compatível a esse investimento.

"Queremos ser avaliados pro esse critério novo, queremos mostrar nosso esforço de desinvestimento e que não adianta a gente acelerar o desinvestimento para se enquadrar, vender sob qualquer condição", explicou Rosa.

A resolução não permite que fundos desenquadrados antes da sua emissão sejam beneficiados.

Como uma das maiores acionistas do mercado, vendas em série e em grandes volumes ela Previ poderiam distorcer o preço das ações e desvalorizar o patrimônio da entidade.

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