Bens de capital e duráveis puxam indústria em abril

terça-feira, 3 de junho de 2008 10:48 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção industrial brasileira cresceu em ritmo ligeiramente abaixo do esperado em abril, mostrando, segundo o IBGE, que o setor se encontra estabilizado em um patamar elevado. Já a taxa na comparação anual recuperou-se fortemente e foi a maior desde outubro.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira, a expansão foi liderada pelos bens de capital, o que é uma boa notícia no front de investimentos, e também pelos bens de consumo duráveis.

A produção geral subiu 0,2 por cento em abril sobre março e 10,1 por cento em relação a abril de 2007. A expansão anual foi estimulada em parte por um dia útil a mais. Analistas consultados pela Reuters previam expansão de 0,4 por cento mês a mês e de 10,3 por cento ano a ano.

Segundo a gerente de análises estatísticas do instituto, Isabella Nunes, em abril a indústria se encontra 0,6 por cento abaixo do patamar recorde registrado em outubro de 2007. "Na margem, podemos dizer que há uma acomodação em um patamar elevado, após um longo período de crescimento em 2007."

"O desenho da acomodação vem desde fevereiro e esse movimento se confirma em abril", acrescentou.

O dado da indústria de março foi revisto de alta inicialmente divulgada de 0,4 por cento para crescimento de 0,6 por cento.

BENS DE CAPITAL E DURÁVEIS

Isabella frisou que a acomodação da indústria não é generalizada e os setores de bens de capital e bens de consumo duráveis estão "em clara evolução". "São setores diferentes de toda a indústria. Os bens de capital estão batendo recordes sucessivos e são importantes por serem uma projeção de investimento", disse ela.

Em abril em relação a março, entre as categorias de uso, apenas a atividade de bens de capital apresentou expansão, de 1,6 por cento.   Continuação...