Dólar fecha estável pelo 3o dia seguido em sessão calma

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 16:45 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou estável pela terceira sessão seguida nesta segunda-feira, após ser mantido em queda durante a maior parte do dia por conta da calmaria externa e do fluxo cambial positivo.

A moeda norte-americana fechou a 1,794 real. No ano, a desvalorização acumulada é de 16,01 por cento.

Após uma semana de volatilidade intensa, com variações de mais de 2 por cento para cima e para baixo durante os negócios, a primeira sessão de dezembro foi tranquila, refletindo a calma nos mercados internacionais.

As bolsas de valores em Nova York mal reagiram a um dado sobre a atividade manufatureira, e passaram o dia oscilando em torno da estabilidade. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) exibia alta de apenas 0,13 por cento à tarde.

"Hoje é o primeiro dia útil do mês, todos os bancos estão em balanço. O mercado está bem travado", disse José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora. "E como sexta-feira teve muito movimento, hoje o mercado (de câmbio) abriu com um pé atrás."

Nesse cenário, prevaleceu na maior parte do dia o fluxo cambial positivo, que provocava a queda do dólar. Carreira lembra, por exemplo, que ainda há a vinda de dólares para a estréia das ações da BM&F, ocorrida na sexta-feira. A liquidação da operação é na terça-feira.

No final do dia, no entanto, a moeda recuperou terreno e chegou a operar em leve alta antes de fechar estável. "À tarde, depois que o mercado já tinha se zerado, uma empresa grande veio cotar uma operação de saída", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a recuperação tardia do dólar não teve a mesma origem das últimas duas sessões. "Nos últimos dois dias teve uma responsabilidade maior da volatilidade do mercado externo", disse, considerando pontual o movimento desta segunda-feira.

Na primeira metade da sessão, o BC voltou a comprar dólares no mercado à vista por meio de leilão. Na operação, a autoridade monetária definiu taxa de corte a 1,7915 real e aceitou, segundo operadores, ao menos uma das propostas divulgadas.