Brasil pode ter usina de etanol celulósico em até 5 anos

quarta-feira, 4 de junho de 2008 18:09 BRT
 

SAO PAULO, 4 de junho (Reuters) - O Brasil pode ter uma usina de produção de etanol celulósico em larga escala em três a cinco anos, conforme avançam as pesquisas sobre a próxima geração de biocombustíveis, afirmou na quarta-feira o diretor do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

"Em três a cinco anos podemos ter uma unidade para produzir etanol de segunda geração em larga escala, a preços competitivos", disse Nilson Boeta.

O Brasil e países como os Estados Unidos e o Canadá querem desenvolver etanol celulósico a partir de resíduos de produtos como switchgrass (tipo de capim) ou lascas de madeira -- processo cujas barreiras tecnológicas estão sendo gradualmente superadas.

No Brasil, a matéria-prima poderia ser o bagaço de cana, resíduo da produção de etanol e açúcar, assim como outras partes da planta.

O CTC já tem uma unidade de pequena escala e a Petrobras (PETR4.SA: Cotações) montou uma usina piloto para desenvolver a tecnologia, que segundo especialistas deve acabar com o debate sobre alimentos versus combustível.

(Por Inaê Riveras)