GM abre caminho para contratações nos EUA com custo menor

quinta-feira, 4 de outubro de 2007 16:34 BRT
 

DETROIT (Reuters) - A GM poderá repor cerca de um quarto dos operários em suas fábricas nos Estados Unidos com menores custos, sob um contrato experimental alcançado na semana passada junto ao sindicato dos trabalhadores automobilísticos (UAW, na sigla em inglês).

O contrato identifica "um excedente de 16.766" empregos sindicalizados que poderiam ser preenchidos com novas contratações por cerca de metade dos custos dos funcionários atuais, de acordo com o texto do documento.

A maioria dos 73.500 trabalhadores sindicalizados da GM precisa ratificar o contrato proposto em uma série de votações locais que deve ser concluída na próxima semana.

Se aprovado, o acordo permitirá à GM reduzir as vantagens do custo de mão-de-obra que a Toyota e outras duas montadoras japonesas têm com fábricas nos EUA. A média paga pela GM a cada funcionário sindicalizado é de pouco menos de 28 dólares por hora antes do plano de saúde e de outros benefícios que elevam o total a 73 dólares, segundo a montadora.

O custo médio da hora do trabalhador da Toyota nas fábricas nos EUA é ligeiramente inferior a 48 dólares, incluindo benefícios.

A GM e outras fabricantes de carros com sede nos EUA têm argumentado que precisam de mais flexibilidade para reduzir o custo de trabalhadores temporários e de funcionários em suas fábricas fora da linha de produção, como zeladores, para abaixo do mínimo estabelecido pelo sindicato.

O presidente do sindicato, Ron Gettelfinger, disse na semana passada que o sindicato e a GM estavam negociando um programa que incluía aposentadorias antecipadas para os trabalhadores de salários mais altos.

Mas não estava claro até esta quinta-feira quanto espaço de manobra a GM tem sob os termos do contrato para fazer novas contratações com salários mais baixos e menos despesas com planos de saúde e de previdência.

A expectativa é que o contrato da GM com o sindicato possa fornecer um modelo para a Ford e a Chrysler.

(Por Kevin Krolicki e David Bailey)