Dilma nega "barganha política" nas nomeações para a PETROBRAS

quinta-feira, 4 de outubro de 2007 14:07 BRT
 

SÃO PAULO, 4 de outubro (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, rejeitou nesta quinta-feira que o governo esteja preenchendo cargos nas estatais como parte de um processo de barganha política.

Dilma rebateu especificamente o caso das recentes nomeações do ex-senador José Eduarto Dutra, para a presidência da BR Distribuidora, e de Maria das Graças Foster, para a poderosa diretoria de Gás e Energia da Petrobras (PETR4.SA: Cotações).

"A indicação de Dutra, ex-funcionário da Petrobras, e de Foster foi uma indicação de governo, não foi uma indicação minha, como é dito nos jornais", disse Dilma durante sabatina no jornal Folha de S.Paulo.

"Acredito que do nosso ponto de vista, é uma questão emblemática ter na Petrobras, ou em outras estatais, profissionais técnicos. Queremos um gerenciamento profissional." Dutra presidiu a própria Petrobras no início do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma salientou que Lula "não estabalece uma mera barganha" com partidos políticos para indicar diretores em empresas do governo. Isso, porém, não significa que o PMDB, um partido da coalizão, não possa ocupar algum cargo desde que tenha profissionais capacitados, disse a ministra.

O PMDB reivindica, entre outras pontos, que o Ministério de Minas e Energia volte a ter um titular ligado ao partido.

ANAC

Questionada sobre a permanência de Milton Zuanazzi como presidente da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), apesar de toda a pressão para que ele renuncie ao mandato, Dilma afirmou que "isso está de acordo com uma transição" que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, está fazendo.

"Assim que os indicados (por Jobim) forem aprovados, as mudanças vão ocorrer", disse Dilma, que admitiu ser amiga pessoal de Zuanazzi, ressaltando, porém, não ter se envolvido na indicação dele ao atual cargo.