Petrobras diverge com Astra sobre expansão de Pasadena nos EUA

sexta-feira, 4 de julho de 2008 16:02 BRT
 

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras e a Astra Holdings, parceiras com 50 por cento cada na refinaria de Pasadena, nos EUA, trombaram de frente na gestão da companhia e o futuro do empreendimento vai ser determinado, possivelmente, por processo de arbitragem.

A Petrobras, que comprou metade da refinaria em 2006 e já havia manifestado desejo de levar a outra metade, deverá ficar com o controle total do empreendimento, já que a Astra decidiu excercer o direito de sair do negócio.

Segundo fonte próxima às conversas, a Astra teria uma visão de curto prazo enquanto a Petrobras planeja seus investimentos visando o longo prazo, "no mínimo 10 anos", reforçou.

"São diferentes visões, a Astra é uma trading, não quer se comprometer, o melhor é que cada uma siga seu caminho", disse a fonte à Reuters.

A questão agora é o preço, onde entra a arbitragem e também detalhes do contrato entre as duas. A Petrobras informou em comunicado que "o preço a ser pago é estabelecido por um mecanismo determinado contratualmente".

A fonte explicou que a arbitragem está prevista justamente para garantir um preço justo. Ele não soube informar no entanto qual seria o valor dos ativos da Astra.

A estatal brasileira pagou 360 milhões de dólares pelos 50 por cento da refinaria em 2006, que tem capacidade para processar 100 mil barris diários de petróleo. Por diversas vezes a Petrobras disse que teria interesse em dobrar a capacidade da unidade.

Os problemas entre as duas na gestão da companhia não ficaram claros, apesar dos comunicados divulgados pelas empresas.   Continuação...