ANP fará licitação de campos maduros no 1o trimestre de 2008

quinta-feira, 4 de outubro de 2007 17:40 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) programa para o primeiro trimestre de 2008 mais uma rodada de venda de campos maduros, as chamadas "rodadinhas", que acontecem entre as licitações de novas áreas da agência.

"O leilão será na Bahia", informou o diretor da ANP Newton Monteiro durante seminário da Associação Internacional dos Negociadores de Petróleo (Aipn, na sigla em inglês).

A licitação colocará à venda 20 campos em terra que já estão em produção. Outros 20 permanecem na carteira da ANP para mais um leilão, informou Monteiro.

Segundo o executivo, a ANP solicitou à Petrobras 150 campos maduros que a empresa não está operando. Mas estatal mandou apenas 25, que não estavam nem entre os listados pela agência e, por isso, foram todos devolvidos à petroleira.

Monteiro defendeu maior agressividade na busca de petróleo no país, lembrando que para um crescimento econômico de 5 por cento ao ano é necessário investir mais em aumento de reservas.

"Não podemos crescer 5 por cento ao ano com o nível de reservas que temos aqui, temos que ter uma indústria do nível que o país precisa", afirmou.

Em discurso para empresários do setor, Monteiro afirmou que se a Petrobras não quiser crescer como o país necessita, outras empresas virão para o Brasil.

"Quero que todas venham para o Brasil, quero deixar sem ninguém na Venezuela", disse o executivo da ANP referindo-se ao quinto maior produtor de petróleo do mundo.

A ANP marcou para novembro a nona rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural e, até o momento, apenas duas empresas se inscreveram --Repsol-YPF Brasil e Ral Engenharia--, o que levou a agência a prorrogar o prazo para habilitação alegando problemas com a greve dos Correios. O prazo inicial era 3 de outubro e foi estendido para dia 18.

Segundo Monteiro, este ano as regras do leilão serão "bem simples, para não ter o problema do ano passado". Uma mudança de regra em 2006 deu margem a liminares judiciais que suspenderam pela primeira vez um leilão da ANP. A questão está sendo analisada até hoje pela Justiça.

(Por Denise Luna)