Temor com crescimento global e emprego derruba Wall Street

quinta-feira, 4 de setembro de 2008 18:38 BRT
 

Por Kristina Cooke

NOVA YORK (Reuters) - Wall Street teve o pior dia em mais de dois meses nesta quinta-feira, com um intenso movimento de venda de ações após novos sinais de fraqueza do mercado de trabalho norte-americano e de desaceleração do crescimento ao redor do mundo.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,99 por cento, para 11.188 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 3,20 por cento, para 2.259 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 2,99 por cento, para 1.236 pontos.

O mau-humor foi definido no início da sessão, após dados semanais do governo mostrarem uma inesperada alta nos números de pedidos de auxílio desemprego, enquanto que um relatório da ADP Employer Services mostrou que empregadores privados cortaram 33 mil empregos em agosto.

O dados alimentaram a tensão dos investidores um dia antes da divulgação de um relatório chave de emprego não agrícola do governo, e as perdas se amontoaram durante a tarde. O Dow caiu mais de 340 pontos e apenas um de seus 30 componentes se manteve no azul.

A fabricante de equipamento para construção e mineração Terex Corp acrescentou tensão ao ambiente quando cortou as previsões de vendas e lucros para 2008, citando a fraca demanda da Europa Oriental e da América do Norte. Entre as principais perdas do dia incluíram os termómetros econômicos Caterpillar e a General Electric .

As ações financeiras também foram atingidas, após Bill Gross, que gerencia o maior fundo de bônus do mundo, o Pimco, afirmou que para estancar o que ele chamou de "um tsunami financeiro", o governo norte-americano precisa dar ao Tesouro o direito de comprar dívidas e outros ativos. Gross disse que ele está ficando de lado dos mercados.

"É definitivamente o temor de uma desaceleração econômica que está nos atingindo hoje", afirmou Jack Ablin, vice-presidente de investimento da Harris Private Bank. "O dado econômico e o recuou das previsões da gerência não ajuda muito a previsão de revigoramento econômica."