September 4, 2008 / 11:39 PM / 9 years ago

PSDB quer frear confronto Alckmin-Kassab visando 2o turno

4 Min, DE LEITURA

Por Carmen Munari

SÃO PAULO 4 de setembro (Reuters) - O crescimento do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a queda de Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto à prefeitura de São Paulo preocupa a direção do PSDB, que pretende evitar a subida de tom entre os dois candidatos.

A recomendação a Alckmin é que centre o confronto na candidata Marta Suplicy (PT), que lidera a disputa, e deixe a porta aberta para uma aliança com o DEM no segundo turno.

O assunto foi tema de reunião da Executiva nacional do PSDB, na quarta-feira, em Brasília, capitaneada pelo senador Sérgio Guerra, presidente da legenda.

"As duas candidaturas não podem centrar fogo uma na outra e sim na Marta. Senão, retira votos e cria tensão para o segundo turno", disse à Reuters o deputado Walter Feldman, tucano pró-Kassab e secretário municipal de Esportes.

Ele chama de "acontecimento inédito" ter duas candidaturas na mesma base de apoio, mas afirma que a falta de acordo não pode chegar ao eleitor.

Na análise do deputado, até agora o PSDB tinha como certo que Alckmin iria ao segundo turno contra Marta, mas depois que Kassab começou a crescer na preferência do eleitor o tucano deu mostras de ataque à gestão da prefeitura, o que já foi arrefecido.

"É nesse momento que a turma do deixa disso tem que atuar", disse Feldman, que considera Guerra o principal articulador desta determinação.

O deputado Edson Aparecido, coordenador geral da campanha de Alckmin, acredita que ataques só afastam o eleitor. "Nos últimos dias, Marta e Kassab caíram (nas pesquisas internas realizadas pela campanha) porque estão se batendo e o eleitor não gosta disso."

Aparecido acredita que o confronto entre os candidatos do PT e do DEM facilita a recuperação de Alckmin.

Desconhecido do eleitor, apesar de ter assumido a prefeitura há mais de dois anos com a saída de Serra, Kassab tem o maior tempo na TV (8 minutos e 44 segundos) e lidera a captação de recursos para a campanha com mais de 6 milhões de reais, de acordo com dados de agosto. Marta vem a seguir e Alckmin é o lanterninha.

Pesquisa do Datafolha mostra que Alckmin tinha 32 por cento em 25 de julho, caiu para 24 por cento em 24 de agosto e manteve este patamar em 30 de agosto. Kassab subiu de 11 por cento para 14 por cento e chegou a 16 por cento. Marta lidera com 39 por cento na última pesquisa.

Depois dos resultados, Alckmin ampliou em muito as caminhadas e os eventos públicos, recomendação do partido. Ensaiou ataques a Kassab e manteve o debate com Marta. A campanha petista diz que não escolhe adversário para o segundo turno, mas já se fala em Kassab como mais fácil de combater.

"Quanto mais (bater) melhor. Marta foi ao teto dela", disse Guerra, recém-chegado de viagem aos Estados Unidos onde assistiu à convenção do partido Democrata. Ele tem conversado com Alckmin ao telefone.

O senador acredita que as portas têm que estar abertas entre PSDB e DEM, mas as articulações para o segundo turno precisam esperar uma definição. "Tem que haver lucidez e capacidade política de sustentar a mesma candidatura", disse.

Também está acertado um jantar da campanha de Alckmin para a próxima quarta-feira, na sede do Jockey Club, que deve ter a presença do governador José Serra, até agora ausente da campanha. Além de mobilizar o partido, a campanha vai usar o encontro para arrecadar fundos.

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