Com ABN Amro Real, Santander vira 3o maior banco do Brasil

sexta-feira, 5 de outubro de 2007 14:00 BRT
 

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 5 de outubro (Reuters) - O banco Santander está perto de acertar a compra do ABN Amro Real, saltando quatro posições no ranking de instituições financeiras do país e ficando em terceiro lugar, atrás apenas do estatal Banco do Brasil (BBAS3.SA: Cotações) e do Bradesco BBDC4.SA.

O grupo espanhol integra o consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland (RBS.L: Cotações) que caminha para fechar a aquisição de todo o ABN Amro por 71 bilhões de euros. Nesta sexta-feira, o britânico Barclays, que tentava se fundir ao ABN, reconheceu derrota na disputa que se arrasta há sete meses pelo grupo holandês.

A oferta do trio de bancos, que inclui ainda o Fortis FOR.BR, terminou às 10h desta sexta-feira (horário de Brasília). Mas o resultado oficial não será imediato --as ações que aderiram à proposta devem ser contadas e o consórcio deverá detalhar o resultado e declarar a oferta incondicional na semana que vem.

Os ativos do ABN serão repartidos, e o Santander assumirá os negócios na Itália e no Brasil. Levando-se em conta os balanços do segundo trimestre, os mais recentes disponíveis, o Santander ficará com ativos totais no mercado brasileiro de 272,1 bilhões de reais.

Com a cifra, o espanhol estará atrás somente do BB, com quase 333 bilhões de reais, e do Bradesco, com 290,6 bilhões de reais. O Itaú ITAU4.SA cai para a quarta colocação, com 255,4 bilhões de reais.

No ranking do Banco Central, menos acompanhado pelo mercado por levar em conta apenas ativos bancários e não incluir atividades como seguros e previdência, o Santander assumiria a segunda colocação, perdendo apenas do BB.

"Só em agências, a participação no total do Brasil do Santander dobra. O Santander também ganha uma operação de financiamento ao consumo que ele não tinha", comentou a analista Maria Laura Pessoa, da corretora Fator.

O banco espanhol assume um negócio que vem registrando fortes resultados e que foi responsável por quase um quinto do lucro global do ABN Amro em 2006. A aposta é que a rentabilidade permaneça alta nos próximos anos, em meio à expansão do crédito no país, com crescimento a uma taxa de cerca de 20 por cento ao ano.   Continuação...