JURO-Maioria das taxas sobe com cautela sobre Selic e inflação

segunda-feira, 4 de agosto de 2008 16:19 BRT
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 4 de agosto (Reuters) - A cautela de investidores frente ao cenário para o juro básico brasileiro e às incertezas globais sustentou a maioria das projeções de juro em alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) nesta segunda-feira.

A queda dos preços de matérias-primas no exterior, no entanto, abriu espaço para o alívio de algumas projeções mais longas.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com maior giro foi o outubro de 2008, que embute as projeções para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e terminou estável, a 13,08 por cento ao ano. O DI janeiro de 2010 subiu de 14,77 para 14,78 por cento.

Em seminário sobre o regime de metas de inflação, no Rio de Janeiro, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não trouxe nenhuma novidade para o mercado e manteve o compromisso de colocar a inflação no centro da meta já em 2009.

Para isso, a aposta do mercado é em pelo menos mais uma alta de 0,75 ponto percentual do juro básico.

Atualmente, o mercado projeta inflação de 5,0 por cento no ano que vem. A meta central é de 4,5 por cento, com margem de tolerância de dois pontos percentuais.

Mas outros fatores apontaram uma diminuição do combustível da inflação, o que permitiu a queda das taxas mais longas. O principal foi a baixa global dos preços de commodities, como o petróleo --nos Estados Unidos, o barril recuou quase 4 dólares.

Além disso, na última pesquisa Focus a previsão de inflação para 2008 recuou ligeiramente, de 6,58 para 6,54 por cento.

O BC recolheu 43,049 bilhões de reais do sistema bancário no começo da manhã. A taxa foi definida em 12,93 por cento ao ano, com prazo de um dia para a devolução.

(Edição de Daniela Machado)