OCDE alerta sobre inflação chinesa; revisa expansão para Brasil

quarta-feira, 4 de junho de 2008 09:19 BRT
 

Por Alan Wheatley

PEQUIM, 4 de junho (Reuters) - Persistentes pressões inflacionárias e crescente fluxo cambial especulativo criaram riscos para uma transição ordenada da economia chinesa ante exportações e demanda doméstica, afirmou a OCDE nesta quarta-feira.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que a política macroeconômica chinesa precisa continuar trabalhando para reduzir as pressões de superaquecimento.

A OCDE revisou ainda as perspectivas para a expansão econômica do Brasil, Rússia e Índia. Assim como a China, o trio de países não é membro da OCDE.

Para o Brasil, a organização apontou que a deterioração do ambiente financeiro global é o principal risco para uma perspectiva positiva.

O crescimento do PIB no Brasil está projetado para 4,8 por cento em 2008 contra os 5,4 por cento do ano passado, mas os investimentos continuarão dinâmicos e um forte mercado de trabalho deve dar força para o consumo privado.

A política monetária está propensa a ser gradualmente apertada esta ano antes dos cortes de juros em 2009. A política fiscal deve se manter, mas uma redução fiscal adicional contra-cíclica seria bem vinda, afirmou a OCDE.

Quanto à Índia, a organização aponta crescimento de cerca de 8 por cento deve se reduzir este ano e no próximo. Taxas de juros mais altas e aumento nos custos irão abrandar os investimento, enquanto as crescentes importações deverão reduzir o consumo.

Para a Rússia, a expectativa é de que a demanda doméstica e a produção diminuam à medida em que recentes ganhos comerciais se dissipam. O consumo interno passa por um bom momento, apoiado por uma mercado de trabalho apertado e crédito fácil, mas os investimentos devem se reduzir após um aumento recente.