Fidel defende Equador e ataca Colômbia e EUA

terça-feira, 4 de março de 2008 11:39 BRT
 

HAVANA (Reuters) - O ex-presidente Fidel Castro manifestou-se na terça-feira, novamente, a respeito da crise cada vez mais intensa surgida entre o Equador, a Colômbia e a Venezuela, dando apoio ao governo equatoriano, mas voltando suas armas principalmente contra os EUA, seu inimigo.

O Equador e a Venezuela, aliados de Cuba, romperam relações diplomáticas com a Colômbia depois de soldados deste país terem matado um líder guerrilheiro dentro do território equatoriano.

A ação provocou uma movimentação de contingentes militares na região e declarações sobre a possibilidade de eclodir uma guerra ali.

"O imperialismo acaba de cometer um crime monstruoso no Equador", escreveu Fidel na coluna mais recente que publicou nos meios de comunicação oficiais de Cuba, essa sobre suas relações com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

"Bombas mortais foram jogadas no começo da manhã contra um grupo de homens e mulheres que, com algumas poucas exceções, dormiam. Essas eram bombas guiadas por satélites ianques."

A crise surgiu quando a Colômbia levou soldados para dentro do Equador, no sábado, a fim de matar um dos líderes da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros 21 combatentes do grupo.

A ação representa um duro golpe para o mais antigo grupo rebelde da América Latina, além de ter eliminado o principal contato de vários governos, entre os quais o francês, o venezuelano e o equatoriano, nas negociações para libertar reféns há anos mantidos pelas Farc em acampamentos montados em áreas de mata.

Fidel, que se submeteu a uma série de cirurgias no abdômen ao longo dos últimos 19 meses, não tendo se recuperado totalmente dessas intervenções, renunciou ao cargo de presidente cubano duas semanas atrás.

O governo de Cuba, hoje comandado por seu irmão, Raúl Castro, ainda não se manifestou sobre a crise na América Latina.   Continuação...