Crédito segue apertado; BCE e Tesouro dos EUA fazem alertas

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 13:50 BRST
 

Por Mike Peacock

LONDRES, 4 de dezembro (Reuters) - Autoridades européias e norte-americanas alertaram nesta terça-feira que deve ser lenta a recuperação da crisde global de crédito, à medida que as taxas de juros interbancárias não mostram sinais de alívio.

O secretário-assistente do Tesouro dos EUA para Assuntos Financeiros, Anthony Ryan, afirmou que a ansiedade do mercado cresceu e o processo de retomada da confiança deve ser "longo e lento".

"À medida que nos aproximamos do final do ano estamos assistindo o reaparecimento da aversão ao risco e o enfraquecimento da liquidez no setor de crédito", disse Ryan em uma conferência sobre mercados financeiros em Paris.

O diretor do Banco Central Europeu (BCE), Christian Noyer, afirmou que a turbulência pode ampliar os prejuízos econômicos, com a Europa incapaz de se desvencilhar de uma desaceleração nos Estados Unidos.

Grandes bancos como Citigroup, Merrill Lynch e UBS têm anunciado perdas colossais e baixas contábeis nas últimas semanas. Os investidores agora esperam uma atualização dos dados do Royal Bank of Scotland (RBS.L: Cotações) na quinta-feira.

As taxas de juros interbancárias para depósitos em euro e libra de um mês subiu novamente para nível máximo em anos, à medida que os bancos preferem manter dinheiro em caixa.

A Libor para depósitos em euro e libra de um mês alcançou o patamar mais alto em 6 anos e meio e 9 anos, respectivamente.