March 4, 2008 / 8:36 PM / 9 years ago

StatoilHydro vê Brasil como fundamental para crescer no exterior

4 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil será responsável por pelo menos 15 por cento do aumento da produção internacional da StatoilHydro até 2012, e é um dos países considerados prioritários pela companhia para sua expansão fora da Noruega, afirmou o presidente da StatoilHydro no Brasil, Jorge Camargo.

Segundo o executivo, o campo de Peregrino, na bacia de Campos, arrematado nesta terça-feira da norte-americana Anadarko, será o principal responsável pelo incremento no Brasil da produção da companhia.

A previsão é de que o campo comece a operar a partir de 2010, com produção de pelo menos 100 mil barris de óleo equivalente (óleo mais gás natural) por dia. Os investimentos estimados são da ordem de 2,5 bilhões de dólares.

"O Brasil se enquadra na estratégia internacional da StatoilHydro e será um parceiro muito importante no exterior", disse Camargo a jornalistas no dia da divulgação da compra do campo de Peregrino.

Ele explicou que a empresa atua em 40 países e as principais áreas produtoras, além da Noruega, sede da empresa, são Angola, Azerbajão, Argélia, Golfo do México e Venezuela.

A produção atual é de aproximadamente 1,5 milhão diários de barris de óleo equivalente (boe) em território norueguês e cerca de 200 mil boe/d no exterior. A meta é atingir, até 2012, produção total de aproximadamente 2,3 milhões de boe por dia.

No Brasil, a StatoilHydro tem cinco concessões para exploração e produção de petróleo e gás arrematadas desde a quarta rodada de licitações de petróleo do governo brasileiro (2002). A empresa aguarda mais cinco autorizações da ANP para atuar em blocos exploratórios, adquiridos na oitava rodada, suspensa pela Justiça em 2006.

Desses cinco blocos, três estão localizados na bacia de Santos e os outros dois referem-se a áreas da Anadarko que passarão a ser controlados pela Statoil. O governo já sinalizou que vai reabrir a oitava rodada no primeiro semestre deste ano para oficializar as áreas vendidas antes da suspensão da Justiça.

"Esses três blocos em Santos ficam mais ao Sul de Júpiter e Tupi, mas estamos olhando a possibilidade de pré-sal neles. Nós temos interesse no pós e no pré-sal", afirmou Camargo, referindo-se às recentes descobertas da Petrobras e parceiros na área pré-sal (águas ultra-profundas).

O executivo disse não saber se participará de uma futura rodada de petróleo, mas descartou preocupações em relação a possíveis mudanças no marco regulatório.

"O ambiente de investimentos e modelos são extremamente bem sucedidos, o Brasil tem todo direito soberano de definir como vai desenvolver os seus recursos naturais...já ficamos satisfeitos de saber que o governo não vai mudar os contratos anteriores", disse Camargo, que já foi diretor Internacional da Petrobras.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Denise Luna

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