4 de Agosto de 2008 / às 17:00 / em 9 anos

Tempestade Edouard afeta operações de petróleo nos EUA

Por Erwin Seba

HOUSTON (Reuters) - A tempestade tropical Edouard forçou na parte norte-americana do Golfo do México a interrupção das atividades de um terminal petroleiro e de uma refinaria, afetou a produção de petróleo e interrompeu o tráfego de navios, conforme avançava sobre o litoral do Texas e da Louisiana na segunda-feira.

Empresas de energia retiraram os funcionários de plataformas marítimas por conta da tempestade Edouard, segunda da temporada a ameaçar as operações petroleiras no Golfo.

A Apache suspendeu uma pequena parte da produção. A Marathon paralisou as atividades em uma refinaria no Texas e a Valero Energy Corp emitiu um alerta para as unidades da companhia na região após a tempestade ter interrompido o tráfego de navios no Canal de Houston e no Canal de Sabine.[nN04419294]

“Começamos uma interrupção ordenada das atividades para nos prepararmos para a tempestade”, afirmou a porta-voz da Marathon, Angela Graves.

Com ventos de 85 quilômetros por hora, a tempestade Edouard varreu o norte do Golfo do México a aproximadamente 135 quilômetros de Grand Isle, Louisiana, e pode atingir a região litorânea do Texas e de Louisiana.

De acordo com o NHC, agência norte-americana que monitora as tempestades, há uma chance de 20 por cento de Edouard se transformar em um ciclone quando chegar ao continente.

O Golfo do México é responsável por cerca de 25 por cento da produção de petróleo dos EUA e por 15 por cento da produção de gás natural. As refinarias da região fabricam um quarto da gasolina consumida nos EUA.

O terminal de petróleo de Louisiana suspendeu o descarregamento de navios no Golfo do México por conta de ventos fortes e de ondas altas.

Apesar disso, a unidade de armazenagem continuava fornecendo petróleo para as refinarias, segundo uma porta-voz.

A Apache interrompeu a produção diária de 8.600 barris de petróleo e de 130 milhões de metros cúbicos de gás após retirar 110 funcionários de suas unidades em Louisiana.

A Chevron Corp. e a Shell Oil afirmaram que removeriam alguns funcionários das plataformas como medida de precaução, mas acrescentaram que a produção de petróleo e de gás natural não foi afetada.

Outras companhias petroleiras, incluindo a Exxon Mobil, a El Paso, a Citgo e a ConocoPhillips, afirmaram que acompanhavam o progresso da tempestade.

Procurada no Brasil, a Petrobras ainda não tinha informação sobre o assunto.

Por Erwin Seba, Chris Baltimore, Haitham Haddadin, Richard Valdmanis e Robert Campbell

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