Bolsas dos EUA despencam 3% com de sinais de recessão

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008 20:53 BRST
 

Por Jennifer Coogan

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas norte-americanas sofreram sua queda mais forte em quase um ano nesta terça-feira depois que dados mostraram a pior contração mensal no setor de serviços desde a última recessão dos Estados Unidos e após a agência de riscos Standard & Poor's ter alertado que poderá cortar os ratings de crédito de bancos.

O índice Dow Jones e o S&P 500 tiveram suas maiores quedas desde 27 de fevereiro de 2007. Todas as 30 ações do Dow fecharam a sessão no negativo e apenas 17 dos 500 papéis do S&P conseguiram encerrar o dia em alta.

Temores de uma recessão atingiram diferentes setores, desde telecomunicações a energia. Bancos e outras ações de instituições financeiras caíram particularmente com força depois de a S&P ter sinalizado risco maior para os bancos se houver rebaixamento dos ratings de garantidores de bônus.

"Isso poderia levar a um novo período prolongado de problemas generalizados nos mercados e a uma perda de confiança que não seria favorável a nenhuma instituição", disse a agência de classificação de riscos.

O tom do dia foi dado pela leitura de janeiro do índice do setor de serviços do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM). A medida teve sua maior queda desde que o indicador foi criado em 1997 e caiu para o nível mais baixo desde outubro de 2001, agravando temores de que a recessão seja iminente.

"A economia norte-americana não é mais uma economia manufatureira, é uma economia de serviços, de modo que esse número carrega um peso maior" do que o aumento inesperado do índice manufatureiro do ISM na semana passada, disse Paul Nolte, diretor de investimentos na Hinsdale Associates.

O Dow Jones caiu 2,93 por cento, ou 370 pontos, para 12.265 pontos. O Standard & Poor's 500 recuou 3,20 por cento, para 1.336 pontos, e o termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 3,08 por cento, a 2.309 pontos.

No ano, o Dow acumula uma queda de 7,5 por cento; o S&P tem queda de 9 por cento e o Nasdaq, 12,9 por cento.