23 de Outubro de 2007 / às 02:13 / em 10 anos

Medida do Equador não deve afetar seriamente PETROBRAS-analistas

RIO DE JANEIRO, 5 de outubro (Reuters) - A decisão do Equador de aumentar a receita do Estado com os ganhos extras de empresas petrolíferas que atuam no país não deve afetar seriamento a Petrobras (PETR4.SA), disseram analistas.

A produção de petróelo da estatal brasileira no Equador, de cerca de 10,2 mil barris por dia, responde por 9 por cento da sua produção no exterior e por apenas 0,5 por cento do que a empresa produz no Brasil e no exterior.

A companhia tem reservas provadas no Equador de 53,9 milhões de barris, ou 0,5 por cento do total operado pela Petrobras.

“A estratégia internacional da Petrobras está muito mais focada na região norte-americana do Golfo do México, ela não tem feito investimento de curto prazo em países com grande risco político como a Venezuela, Bolívia e Equador”, afirmou Luiz Otávio Nunes, analista da corretora Ágora no Rio de Janeiro.

“É negativo para a empresa, mas não muda o cenário de forma alguma”, acrescentou.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), afirmou: “Significa muito pouco para a Petrobras e nada para o Brasil, diferentemente da situação da Bolívia no ano passado, já que o Brasil depende do gás boliviano”.

“É apenas mais um sinal do risco crescente da América Latina. O que preocupa são os comentários recentes da Petrobras sobre a possibilidade de comprarem os ativos da Exxon na Argentina. Tirando Colômbia e Peru, qualquer investimento na região (fora do Brasil) carrega um enorme risco de perdas”.

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