ATUALIZA-Amorim diz que Petrobras quer permanecer no Equador

sexta-feira, 5 de outubro de 2007 16:25 BRT
 

(Atualiza com declarações e detalhes)

QUITO, 5 de outubro (Reuters) - A Petrobras (PETR4.SA: Cotações) quer permanecer no Equador apesar da medida inesperada do governo local de aumentar a participação substancialmente as receitas com o petróleo no país, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, na sexta-feira.

O presidente do Equador, Rafael Correa, também havia prometido ser flexível nas conversas para a renegociação dos contratos da Petrobras, disse Amorim a repórteres. Ele afirmou que as empresas brasileiras ainda estão positivas em relação a investimentos no país andino.

"O importante é que a Petrobras quer estar aqui", afirmou Amorim em entrevista à imprensa. "O que escutei do presidente foi a disposição de uma flexibilidade de negociação para encontrar termos adequados".

Correa decretou na quinta-feira que empresas como a espanhola Repsol (REP.MC: Cotações) e a Petrobras entreguem 99 por cento da renda extra com petróleo que elas ganham quando os preços da commodity sobem acima de um valor de referência estabelecido.

Anteriormente, as operadoras tinham que entregar ao Estado 50 por cento da renda extra nessas situações.

A ministra das Relações Exteriores do Equador, Maria Espinosa, também afirmou a repórteres que o governo está perto de aprovar uma licença ambiental para a Petrobras explorar o bloco 31.

Correa, aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez, prometeu retrabalhar contratos de petróleo e aumentar a intervenção estatal na economia como parte de uma série de reformas propostas por seu governo.