Para Petrobras, até 2020 consumo de álcool passará o de gasolina

sexta-feira, 5 de outubro de 2007 19:33 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras acredita que o consumo de gasolina no Brasil passará a ser inferior ao de álcool combustível por volta de 2020, de acordo com estudo citado pelo presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, nesta sexta-feira.

A estatal projeta uma crescimento continuado do combustível renovável no mercado doméstico, onde o acompanhamento do etanol por parte da indústria ligada ao petróleo será cada vez mais importante.

"Estamos anunciando aqui que o consumo de álcool vai corresponder à maior parte do mercado, por isso o mercado de álcool é vital para quem produz gasolina", disse Gabrielli a jornalistas, no encerramento de um seminário sobre energia no Rio de Janeiro.

Segundo o estudo, a participação de veículos com motores bicombustíveis na frota nacional de automóveis deverá chegar a 71,3 por cento em 2020, contra pouco mais de 20 por cento atualmente.

As vendas de veículos novos já registram uma participação de aproximadamente 80 por cento de veículos flex, mas como esses tipos de veículos só começaram a ser comercializados em 2003, o grosso da frota ainda é composta por veículos a gasolina, mais antigos.

Gabrielli destacou o crescimento da indústria de carros flex do Brasil e disse que a tendência será também a utilização de diesel em veículos de passeio leves a partir de 2015, o que deverá ampliar o uso de combustíveis verdes.

"O crescimento de veículos utilizando diesel vai incrementar a utilização de biodiesel e reduzir ainda mais o consumo de gasolina", disse.

O presidente da estatal não quis comentar as medidas do governo do Equador anunciadas nesta sexta-feira, que determinam um aumento da participação do Estado na receita extra contratos das petroleiras que operam no país.

Gabrielli afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente das medidas.

Ele também se recusou a falar sobre os comentários na mídia de que a Petrobras estaria perto de fechar a compra de uma refinaria no Japão.

(Por Denise Luna)