ESPECIAL-VALE investe em energia limpa mas não desiste do carvão

segunda-feira, 5 de novembro de 2007 18:31 BRST
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 5 de novembro (Reuters) - Buscar novas alternativas de energia, mesmo controversas como o carvão, é uma das prioridades da Companhia Vale do Rio Doce para sustentar seu crescimento. A meta da mineradora no entanto é investir cada vez mais em energia limpa, para neutralizar o impacto ambiental inerente à sua atividade.

Com orçamento de 4,1 bilhões de dólares para a área sócio-ambiental até 2012 --2,7 bilhões de dólares para meio ambiente e o restante para projetos sociais--, de um plano total de 59 bilhões de dólares, a Vale (VALE5.SA: Cotações) tem a seu favor na comparação com rivais uma matriz energética predominantemente hidrelétrica, status que a companhia pretende preservar.

"A Vale no Brasil emite 9,7 milhões de toneladas de gás carbônico e mais 1,1 milhão de toneladas por conta de compra de energia elétrica, isso é muito menos do que fazem os nossos concorrentes", disse à Reuters o diretor do departamento de gestão ambiental e de projetos institucionais da Vale, Walter Cover.

A australiana Rio Tinto (RIO.AX: Cotações), uma das principais concorrentes da Vale, emite cerca de 28 milhões de toneladas de gás carbônico por ano, segundo o site da companhia.

Cobrança cada vez mais presente entre investidores, a questão sócio-ambiental faz parte da história da Vale, segundo Cover, uma empresa que nasceu explorando uma mina no meio da floresta amazônica, em Carajás, no Pará, há 65 anos, quando nem se pensava em preservação ambiental.

"O aquecimento global vai ser um desafio para a humanidade, não só para a Vale, mas para toda atividade humana, econômica que emite (gás carbônico)", explicou,.

Desta maneira, ao mesmo tempo em que a companhia anuncia a importação de uma usina térmica a carvão da China para viabilizar as operações de alumínio no norte do país, registra o plantio de 2,7 bilhões de árvores no mundo, com plano de plantio adicional de mais 346 milhõe até 2010.

"Não estamos colocando uma usina de carvão no meio da floresta amazônica porque queremos. Não temos opção", explicou Fernando Thompson, gerente da assessoria de imprensa da Vale, lembrando que o processo de licenciamento de hidrelétricas no país tem sido lento.   Continuação...