5 de Novembro de 2007 / às 15:51 / 10 anos atrás

Rebelião em presídio deixa pelo menos 31 mortos na Argentina

<p>Feridos s&atilde;o transportados em ve&iacute;culo policial durante rebeli&atilde;o na prov&iacute;ncia de Santiago del Estero, a quase 1,2 mil quil&ocirc;metros ao norte de Buenos Aires. Pelo menos 29 detentos morreram em um inc&ecirc;ndio em uma penitenci&aacute;ria ao norte da Argentina, ap&oacute;s um motim violento e brigas entre os presos, informou na madrugada desta segunda-feira uma autoridade do governo local. Photo by Stringer</p>

BUENOS AIRES (Reuters) - Um incêndio provocado pelos presos deixou pelo menos 31 mortos em uma penitenciária ao norte da Argentina, informaram autoridades nesta segunda-feira, em mais um episódio com mortes nas superlotadas cadeias do país.

Imagens de televisão mostraram pessoas correndo no arredores do presídio em Santiago del Estero, capital do Estado de mesmo nome que fica a 1.150 quilômetros de Buenos Aires. Dezenas de familiares dos presos gritavam nervosas em busca de informações.

"Nós não temos os nomes (dos mortos). Queremos uma lista", disse uma mulher a um policial.

O secretário de Justiça do Estado informou à Reuters que duas vítimas ainda não foram identificadas e que outras 11 pessoas ficaram feridas.

Outras imagens mostraram presos gritando das janelas do presídio, reclamando do forte cheiro de queimado no local, enquanto outros incendiavam colchões. Um juiz entrou no prédio para tentar acalmar a situação.

Na madrugada de segunda-feira, o secretário de Justiça, Ricardo Daives, disse a jornalistas que o motim começou no domingo com uma tentativa de fuga. Colchões foram queimados em um dos pavilhões, e a maior parte das mortes foi por asfixia, segundo ele.

Na hora do motim, o presídio, que é considerado de segurança média, tinha cerca de 460 presos.

A polícia precisou conter alguns familiares dos presos, que chegavam ao local para receber informações sobre seus parentes, em meio a um clima de nervosismo.

A rebelião em Santiago del Estero lembra outro motim que resultou na morte de 32 presos dois anos atrás, em Buenos Aires. Naquele caso, um tribunal acusou os guardas de terem abandonado os detentos.

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