November 5, 2007 / 4:56 PM / 10 years ago

Paquistão promete eleições e presidente diz que deixará Exército

3 Min, DE LEITURA

<p>Paquist&atilde;o promete elei&ccedil;&otilde;es e presidente diz que deixar&aacute; Ex&eacute;rcito. O Paquist&atilde;o vai realizar elei&ccedil;&otilde;es gerais em meados de janeiro, e as assembl&eacute;ias nacional e regionais ser&atilde;o dissolvidas em dez dias, afirmou o secret&aacute;rio da Justi&ccedil;a paquistan&ecirc;s, Malik Abdul Qayyum. Foto do Arquivo. Photo by Mian Khursheed</p>

ISLAMABAD (Reuters) - O Paquistão vai realizar eleições gerais em meados de janeiro, e as assembléias nacional e regionais serão dissolvidas em dez dias, afirmou à Reuters o secretário da Justiça paquistanês, Malik Abdul Qayyum.

"Foi decidido que não haverá nenhum atraso na eleição e em 15 de novembro estas assembléias serão dissolvidas, e a eleição será realizada nos próximos 60 dias", disse Qayyum à Reuters.

Aliados ocidentais do Paquistão buscavam garantias de que as eleições seriam realizadas em janeiro, como previsto, mesmo depois de o presidente Pervez Musharraf ter decretado estado de emergência no sábado.

O presidente disse nesta segunda-feira que está determinado a abandonar seu cargo como chefe do Exército e tornar-se um presidente civil, após crescente pressão dos Estados Unidos.

"Estou determinado a executar totalmente este terceiro estágio de transição, e estou determinado a remover meu uniforme uma vez que corrigirmos estes pilares no Judiciário, no Executivo e no Parlamento", disse o presidente a diplomatas estrangeiros, em comentários transmitidos pela estatal Pakistan Television.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu mais cedo a Musharraf a libertação das centenas de pessoas detidas sob o estado de emergência, afirmou a Casa Branca.

O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, afirmou que é necessário ainda a conclusão de casos importantes pendentes na Suprema Corte, incluindo a própria reeleição de Musharraf no mês passado por parte do Parlamento, enquanto ele ainda era chefe do Exército.

"Não queremos alterar o processo eleitoral. Queremos uma eleição livre", destacou Aziz.

É esperado que a eleição marque uma transição para uma democracia civil.

Muitos paquistaneses acreditam que o principal motivo de Musharraf declarar estado de emergência foi para evitar a possibilidade da Judiciário invalidar sua vitória eleitoral de 6 de outubro.

Vários juízes, incluindo o presidente do Judiciário, Iftikhar Chaudhry, estão em prisão domiciliar após terem criticado o estado de emergência.

Um movimento de advogados lançou protestos contra o governo nesta segunda-feira. Centenas de pessoas foram detidas pela polícia após violentos confrontos nas principais cidades do Paquistão.

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