November 5, 2007 / 9:02 PM / 10 years ago

ATUALIZA-Chuvas reduzem necessidade de geração por termelétricas

4 Min, DE LEITURA

(Texto atualizado com mais informações)

RIO DE JANEIRO, 5 de novembro (Reuters) - As chuvas que atingiram boa parte da região Sudeste no fim de semana ajudaram a reduzir o preço da energia elétrica no sistema brasileiro, diminuindo a necessidade da operação de usinas térmicas a gás natural no país.

De qualquer maneira, o Brasil mantém de pé o plano de discutir com a Bolívia investimentos para que a Petrobras aumente a produção de gás no país vizinho.

O preço da energia caiu de 232 reais o megawatt médio praticado na semana passada para 214 reais o megawatt médio nesta segunda-feira, informou o Operador Nacional do Sistema (ONS).

O ONS não soube informar, no entanto, se as chuvas já foram suficientes para reduzir a entrada de térmicas em funcionamento por período mais longo.

Na semana passada, a Petrobras chegou a reduzir o fornecimento de gás natural às distribuidoras, pois teve que atender o pedido do ONS para despacho da energia de usinas térmicas e não possuía combustível suficiente para os dois mercados.

Segundo o operador, a Petrobras (PETR4.SA) está gerando 1.200 megawatts médios nesta segunda, cerca de 600 megawatts a menos do que na semana passada. Estão em operação as usinas Termorio (RJ), Ibirité (MG), Nova Piratininga (SP) e Araucária (PR).

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira a melhora dos níveis dos reservatórios e analisou a crise do gás com ministros durante a reunião semanal de coordenação. O governo informou que vai estudar medidas de longo e médio prazo para evitar que a crise se repita.

"Estamos fazendo aquilo que precisa ser feito para que o Brasil tenha tranqulidade energética num futuro bastante longo", disse Lula a jornalistas depois de cerimônia no Planalto.

Ele informou que viaja no dia 12 de dezembro para conversar sobre investimentos da Petrobras na Bolívia com o presidente Evo Morales, depois da estatal brasileira ter suspendido recursos para as operações no país por conta da nacionalização do setor, em maio de 2006.

"O Brasil tem uma relação tranquila com a Bolívia. Sabemos que a Petrobras tem que fazer investimentos para que a gente possa ter mais garantia de que a Bolívia terá mais gás para exportar", afirmou o presidente.

Lula informou que na terça-feira o presidente da estatal brasileira, José Sérgio Gabrielli, se reúne em La Paz com a estatal boliviana YPBF e membros do governo daquele país para retomar negociações de investimentos, dando prosseguimento à reunião feita no Brasil com o ministro de hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, em outubro.

O presidente admitiu que o Brasil não tem gás suficiente no momento para atender todo o mercado e defendeu a prioridade dada às termelétricas, como forma de garantir o abastecimento de energia, apesar de reconhecer o direito dos outros usuários do combustível.

"Depois tem a indústria e os carros. Ninguém colocou um tamborzinho no carro porque quis. Houve incentivo para que fizessem aquilo. Portanto, vamos ter que fornecer e garantir a tranquilidade...Nosso problema é trabalhar para importar mais gás", concluiu.

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