Paes vota no Rio e diz que Cabral é "pé quente"

domingo, 5 de outubro de 2008 11:53 BRT
 

Por Carla Marques

RIO DE JANEIRO, 5 de outubro (Reuters) - Líder nas últimas pesquisas de intenção de voto para a prefeitura do Rio de Janeiro, o candidato Eduardo Paes (PMDB) evitou comentar se espera receber o apoio do presidente Lula no segundo turno, mas deixou claro que confia em outro trunfo político: o governador Sérgio Cabral.

Paes votou no início da manhã deste domingo, no aristocrático Gávea Golf Club, em São Conrado, na zona sul da capital fluminense.

Cauteloso, o peemedebista não quis informar qual candidato gostaria de enfrentar no próximo turno, Marcelo Crivella (PRB) ou Fernando Gabeira (PV), tecnicamente empatados na segunda posição, de acordo com as últimas sondagens do Datafolha e do Ibope.

Paes afirmou que as alianças para o segundo turno serão discutidas a partir da divulgação do resultado final desta etapa da eleição, na noite deste domingo.

Ele não quis comentar se espera receber o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o PMDB é da base aliada do governo federal, mas revelou outro trunfo político: "O governador é pé quente".

Paes espera ter a companhia do governador Sérgio Cabral nos momentos finais do primeiro turno, na noite deste domingo, no comitê da campanha.

O peemedebista voltou a caracterizar sua candidatura como uma possibilidade de harmonia entre os governos municipal, estadual e federal --apesar de já ter atuado como ferrenho opositor do governo Lula como deputado federal pelo PSDB.

"Estamos, ao longo desse período, fazendo uma campanha propositiva para discutir os problemas da cidade e soluções para esses problemas. Acho que a população entendeu nossa mensagem, que essa candidatura é uma coisa que não acontece há muito tempo no Rio, que é a possibilidade de união de prefeitura, governo do Estado e governo federal", afirmou o candidato.

Após votar no clube de golfe, acompanhado da mulher Cristine e dos filhos Isabela, 2 anos, e Bernardo, 4, o peemedebista disse que percorreria de carro a cidade, começando pela zona oeste: "Vou sair rodando a esmo".

(Edição de Renato Andrade)